Para a especialista, o eleitor deve ficar atento ainda ao apreço do candidato pela cidade e à sua capacidade de fazer bem para a população local
05/10/2008 12:34
O ato de votar com responsabilidade, segundo a coordenadora do Movimento Voto Consciente, Sônia Barbosa, reflete a busca por um candidato que apresente um perfil de servir ao público e um passado limpo, “sem problemas com a Justiça”. Para a especialista, o eleitor deve ficar atento ainda ao apreço do candidato pela cidade e à sua capacidade de fazer bem para a população local.
Em entrevista à Rádio Nacional neste domingo (5), Sônia admite que o elevado número de candidatos a prefeitos e vereadores em todo o país dificulta o processo que caracteriza o voto consciente. Ela garante, entretanto, que se o eleitor dedicar apenas dez minutos com pesquisas em sites de tribunais regionais, ouvindo emissoras de rádio ou lendo jornais e revistas, a tarefa pode ser cumprida. Caso não consiga encontrar o candidato ideal, a dica, segundo ela, é votar em uma legenda, ou seja, em um partido que seja “o mais parecido com ele”.
Sônia alerta que muitas pessoas, às vezes, acreditam que o Poder Executivo merece mais atenção que o Legislativo. Ela afirma que o pensamento é “errôneo” uma vez que o Legislativo não apenas aprova as leis que o povo terá que cumprir mas também aprova ou veta os projetos de lei dos prefeitos escolhidos.
“O Legislativo tem uma importância muito grande na organização da cidade. É preciso olhar com muito cuidado a quem estamos dando o nosso voto para ser o nosso representante e, especialmente depois de votar, devemos guardar qual o nome da pessoa para cobrar o que ela prometeu.”
Sônia diz que o eleitor deve ficar atento para, posteriormente, estender as cobranças também aos partidos políticos, questionando por que os prefeitos e vereadores estão agindo de uma maneira ou de outra. “Se ninguém cobra, eles ficam muito livres para fazer o que bem entendem”, disse.
Para a especialista, já é possível afirmar que a população brasileira apresenta maior consciência na hora de votar. O mérito, segundo ela, pertence não apenas à própria Justiça como também ao papel desempenhado por ONGs e pela imprensa.
Agência Brasil
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