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O poder da elegância
Patrícia Rabelo fala de uma palavra mágica: elegância. Elegância é mais estilo do que moda. É frescor, mas não frescuras. É simples, mas não simplória
Patrícia Rabelo
08 Set 2006 - 09h49min
“Eu vejo um novo começo de era / De gente fina, elegante e sincera”
(Tempos Modernos, Lulu Santos)
“Os outros dos outros somos nós”
(Autor desconhecido)
Há algum tempo, recebi um texto chamado “A elegância do comportamento”, extraído do livro Educação enferruja por falta de uso, do pintor francês Toulouse-Lautrec.
Definitivo, poderoso e encantador, o texto falava de uma elegância intrínseca, “desobrigada” e natural. Isso porque ela não tem a ver com manuais de etiqueta, mas com convicção pessoal. Trata-se de uma postura que decorre de um profundo respeito por si e pelo outro.
Parafrasendo Lautrec, pode-se dizer que elegância também é não tratar as pessoas com base no contra-cheque delas. É ouvir a história até o final, mesmo sabendo como ela acaba. É evitar frases como “Você sabe com quem está falando?” ou “Quanto você ganha?”. É demonstrar gratidão. É não menosprezar o sofrimento alheio. É dispensar o ar blasé ao lidar com os outros.
Assim, Gandhi foi muito mais elegante do que Ana Wintour, a afetada editora-chefe da Vogue América. Audrey Hepburn era elegante. Paris Hilton, não.
Elegância tem muito mais a ver com agradecer o elogio ao seu relógio do que com a frisar que ele é MontBlanc. Elegância é mais estilo do que moda. É frescor, mas não frescuras. É simples, mas não simplória.
Talvez a elegância seja como um pozinho mágico de pirlimpimpim que torna a vida mais bela, mais fácil e com mais cara de algo que vale a pena.
E, quer saber, da próxima vez em que alguém vier me perguntar o que é chique, eu vou dizer na hora: chique mesmo é ser elegante.
EXTRAS
“A elegância do comportamento”
Para ler este texto, clique aqui: www.aaafaap.org.br/sexta_feira/sexta_feira_220705.htm
Sobre Lautrec
Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), embora tenha tido uma vida curta, viveu-a intensamente, “sempre à procura dos breves momentos de autenticidade dos seres humanos”.
Nascido numa rica propriedade rural no sul da França, foi a vida urbana e agitada de Paris que o artista registrou em suas telas. Em 1884, mudou-se para Montmartre, reduto proletário parisiense, e passou a retratar a boemia deste bairro. “Pintou os artistas de circo, as dançarinas, os freqüentadores dos bares e cabarés, as prostitutas e as pessoas anônimas. E o pintor soube registrar, com poucos mas perspicazes detalhes, os traços mais significativos desses personagens e de seus ambientes”.
Saiba mais em: www.pitoresco.com.br/universal/toulouse/toulouse.htm
(Tempos Modernos, Lulu Santos)
“Os outros dos outros somos nós”
(Autor desconhecido)
Há algum tempo, recebi um texto chamado “A elegância do comportamento”, extraído do livro Educação enferruja por falta de uso, do pintor francês Toulouse-Lautrec.
Definitivo, poderoso e encantador, o texto falava de uma elegância intrínseca, “desobrigada” e natural. Isso porque ela não tem a ver com manuais de etiqueta, mas com convicção pessoal. Trata-se de uma postura que decorre de um profundo respeito por si e pelo outro.
Parafrasendo Lautrec, pode-se dizer que elegância também é não tratar as pessoas com base no contra-cheque delas. É ouvir a história até o final, mesmo sabendo como ela acaba. É evitar frases como “Você sabe com quem está falando?” ou “Quanto você ganha?”. É demonstrar gratidão. É não menosprezar o sofrimento alheio. É dispensar o ar blasé ao lidar com os outros.
Assim, Gandhi foi muito mais elegante do que Ana Wintour, a afetada editora-chefe da Vogue América. Audrey Hepburn era elegante. Paris Hilton, não.
Elegância tem muito mais a ver com agradecer o elogio ao seu relógio do que com a frisar que ele é MontBlanc. Elegância é mais estilo do que moda. É frescor, mas não frescuras. É simples, mas não simplória.
Talvez a elegância seja como um pozinho mágico de pirlimpimpim que torna a vida mais bela, mais fácil e com mais cara de algo que vale a pena.
E, quer saber, da próxima vez em que alguém vier me perguntar o que é chique, eu vou dizer na hora: chique mesmo é ser elegante.
EXTRAS
“A elegância do comportamento”
Para ler este texto, clique aqui: www.aaafaap.org.br/sexta_feira/sexta_feira_220705.htm
Sobre Lautrec
Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), embora tenha tido uma vida curta, viveu-a intensamente, “sempre à procura dos breves momentos de autenticidade dos seres humanos”.
Nascido numa rica propriedade rural no sul da França, foi a vida urbana e agitada de Paris que o artista registrou em suas telas. Em 1884, mudou-se para Montmartre, reduto proletário parisiense, e passou a retratar a boemia deste bairro. “Pintou os artistas de circo, as dançarinas, os freqüentadores dos bares e cabarés, as prostitutas e as pessoas anônimas. E o pintor soube registrar, com poucos mas perspicazes detalhes, os traços mais significativos desses personagens e de seus ambientes”.
Saiba mais em: www.pitoresco.com.br/universal/toulouse/toulouse.htm
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