Script
Script
Olha pra isso, olha
O filme chama-se Ó Paí, Ó e o título acima é a tradução literal de Ó Paí, Ó do baianês para a nossa língua portuguesa
Daniel Herculano
11 Abr 2007 - 10h08min
O filme chama-se Ó Paí, Ó (idem, 2007) e o título acima (Olha Pra Isso, Olha) é a tradução literal de Ó Paí, Ó do baianês para a nossa língua portuguesa.
Não, isso não é uma brincadeira, é na verdade uma corruptela gramatical, algo que é visto inúmeras vezes na comédia musical dirigida por Monique Gardenberg.
A estória é bem simples: No último dia de carnaval de Salvador, acompanhamos a vida agitada (e cheia de confusões) dos moradores e vizinhos de um cortiço no coração do Pelourinho.
Roque (Lázaro Ramos) é um artista da vida. Pinta, faz música, canta e encanta quem o conhece. Sua vida pode tomar novos rumos, com o possível sucesso de sua música no carnaval, com uma jogada feita com o maluco Boca (Wagner Moura) ou ainda com uma nova paixão que atende pelo nome de Rosa (Emanuelle Araújo, bonita e só).
Enquanto isso Seu Jerônimo (Stênio Garcia) procura dar um jeito na marginalidade fazendo um acordo informal com um policial das redondezas, Psilene (Dirá Paes) chega do exterior cheia de segredos, Reginaldo (Érico Brás) tenta fugir da marcação da mulher e Dona Joana (Luciana Souza) a dona do cortiço, procura criar seus filhos (sem sucesso) com rédeas curtas.
Ó Paí, Ó é a adaptação da peça homônima do Grupo de Teatro Olodum e não nega suas origens. Têm saídas musicais para algumas situações da trama, mas seus momentos mais engraçados (e bota engraçado nisso) estão no linguajar bem peculiar dos baianos, com suas gírias e saídas totalmente criativas para qualquer circunstância.
Sua fragilidade se instala no elo das estórias, mas ainda assim Ó Pai, Ó consegue divertir sem ser bobo, simplesmente na naturalidade com que são apresentadas as situações. Pequenas coisas (como o Travesti apaixonado, Cosme e Damião, Neuzão dona do bar, a Mãe de Santo, Bioncê, “Me pinte aqui de Timbalada”, entre outros) fazem o filme fluir, com suas graças e peculiaridades, mas sem forçar a barra.
Lázaro Ramos é o carisma em pessoa. Não tem voz, mas consegue cantar numa boa. Rebate palavras, bota moral e ainda pinta de Timbalada uma gatinha. Dizer que ele está bem é ser repetitivo, mas seu ápice acontece numa discussão com Boca, interpretado por seu parceiro de vários filmes, Wagner Moura. Moura carrega nas tintas, mas Boca é exatamente aquele cara que não sabemos se tememos ou achamos graça, que fica sempre falando coisas que só ele mesmo entende e tem sua barriga levemente quebrada. Uma figura.
Com trilha sonora recheada de músicas que fizeram a história recente da Bahia e novas composições de Davi Moraes e Caetano Veloso, Ó Pai, Ó é uma comédia musical divertida e que valoriza a cultura baiana, nordestina e brasileira, mesmo que sua exaltação tenha como pano de fundo o carnaval de Salvador.
INFORMAÇÕES ESPECIAIS
Que conversa é essa? Que estória é essa? Numa hora d´essa?
Lázaro Ramos: estreou nos cinemas nas mãos de Monique Gardenberg (de Ó Pai, Ó) fazendo um pequeno papel em Jenipapo (1995). Sua consagração vieram com 6 prêmios ganhos (alguns internacionais) por sua atuação visceral em Madame Satã (2002) e no sucesso de bilheteria e crítica O Homem Que Copiava (2003). Com Wagner Moura fez ainda Carandiru (2003), O Homem do Ano (2003), Cidade Baixa (2005) e A Máquina (2005), e ao lado de Dira Paes atuou no divertido Meu Tio Matou um Cara (2005).
Wagner Moura: Sua estréia em tela grande foi numa ponta no internacional (e ridículo) Sabor da Paixão (2000) ao lado de Lázaro Ramos. Depois de Abril Despedaçado (2001) não parou mais. Na seqüência vieram Deus É Brasileiro (2003) e O Caminho das Nuvens (2003). Com Lázaro Ramos fez ainda Carandiru (2003), O Homem do Ano (2003), Cidade Baixa (2005) e A Máquina (2005);
Stênio Garcia: Veteraníssimo, Garcia já fez filmes como Morte e Vida Severina (1977), Kuarup (1989), Os Matadores (1997), Eu Tu Eles (2000), Redentor (2004), Casa de Areia (2005) e a produção internacional Brincando nos Campos do Senhor (1991):
Dira Paes: Estreou num filme americano rodado no Brasil chamado A Floresta das Esmeraldas (1985). Atuou com destaque em Corisco e Dadá (1996), Cronicamente Inviável (2000), Amarelo Manga (2002), Meu Tio Matou um Cara (2005) e Os 2 Filhos de Francisco (2005);
Monique Gardenberg: Diretora e roteirista de seus filmes, Gardenberg estreou no cinema com o bem recebido Jenipapo (1995), em seguida dirigiu e adaptou o livro de Chico Buarque, Benjamim (2003);
Série de TV: A Rede Globo estuda fazer de Ó Paí, Ó (2007) um de seus seriados, levando pra telinha novas situações dos personagens apresentados no filme;
Daniel Herculano é formado em Comunicação Social e escreve para o Guia Vida & Arte do Jornal O POVO.
Não, isso não é uma brincadeira, é na verdade uma corruptela gramatical, algo que é visto inúmeras vezes na comédia musical dirigida por Monique Gardenberg.
A estória é bem simples: No último dia de carnaval de Salvador, acompanhamos a vida agitada (e cheia de confusões) dos moradores e vizinhos de um cortiço no coração do Pelourinho.
Roque (Lázaro Ramos) é um artista da vida. Pinta, faz música, canta e encanta quem o conhece. Sua vida pode tomar novos rumos, com o possível sucesso de sua música no carnaval, com uma jogada feita com o maluco Boca (Wagner Moura) ou ainda com uma nova paixão que atende pelo nome de Rosa (Emanuelle Araújo, bonita e só).
Enquanto isso Seu Jerônimo (Stênio Garcia) procura dar um jeito na marginalidade fazendo um acordo informal com um policial das redondezas, Psilene (Dirá Paes) chega do exterior cheia de segredos, Reginaldo (Érico Brás) tenta fugir da marcação da mulher e Dona Joana (Luciana Souza) a dona do cortiço, procura criar seus filhos (sem sucesso) com rédeas curtas.
Ó Paí, Ó é a adaptação da peça homônima do Grupo de Teatro Olodum e não nega suas origens. Têm saídas musicais para algumas situações da trama, mas seus momentos mais engraçados (e bota engraçado nisso) estão no linguajar bem peculiar dos baianos, com suas gírias e saídas totalmente criativas para qualquer circunstância.
Sua fragilidade se instala no elo das estórias, mas ainda assim Ó Pai, Ó consegue divertir sem ser bobo, simplesmente na naturalidade com que são apresentadas as situações. Pequenas coisas (como o Travesti apaixonado, Cosme e Damião, Neuzão dona do bar, a Mãe de Santo, Bioncê, “Me pinte aqui de Timbalada”, entre outros) fazem o filme fluir, com suas graças e peculiaridades, mas sem forçar a barra.
Lázaro Ramos é o carisma em pessoa. Não tem voz, mas consegue cantar numa boa. Rebate palavras, bota moral e ainda pinta de Timbalada uma gatinha. Dizer que ele está bem é ser repetitivo, mas seu ápice acontece numa discussão com Boca, interpretado por seu parceiro de vários filmes, Wagner Moura. Moura carrega nas tintas, mas Boca é exatamente aquele cara que não sabemos se tememos ou achamos graça, que fica sempre falando coisas que só ele mesmo entende e tem sua barriga levemente quebrada. Uma figura.
Com trilha sonora recheada de músicas que fizeram a história recente da Bahia e novas composições de Davi Moraes e Caetano Veloso, Ó Pai, Ó é uma comédia musical divertida e que valoriza a cultura baiana, nordestina e brasileira, mesmo que sua exaltação tenha como pano de fundo o carnaval de Salvador.
INFORMAÇÕES ESPECIAIS
Que conversa é essa? Que estória é essa? Numa hora d´essa?
Lázaro Ramos: estreou nos cinemas nas mãos de Monique Gardenberg (de Ó Pai, Ó) fazendo um pequeno papel em Jenipapo (1995). Sua consagração vieram com 6 prêmios ganhos (alguns internacionais) por sua atuação visceral em Madame Satã (2002) e no sucesso de bilheteria e crítica O Homem Que Copiava (2003). Com Wagner Moura fez ainda Carandiru (2003), O Homem do Ano (2003), Cidade Baixa (2005) e A Máquina (2005), e ao lado de Dira Paes atuou no divertido Meu Tio Matou um Cara (2005).
Wagner Moura: Sua estréia em tela grande foi numa ponta no internacional (e ridículo) Sabor da Paixão (2000) ao lado de Lázaro Ramos. Depois de Abril Despedaçado (2001) não parou mais. Na seqüência vieram Deus É Brasileiro (2003) e O Caminho das Nuvens (2003). Com Lázaro Ramos fez ainda Carandiru (2003), O Homem do Ano (2003), Cidade Baixa (2005) e A Máquina (2005);
Stênio Garcia: Veteraníssimo, Garcia já fez filmes como Morte e Vida Severina (1977), Kuarup (1989), Os Matadores (1997), Eu Tu Eles (2000), Redentor (2004), Casa de Areia (2005) e a produção internacional Brincando nos Campos do Senhor (1991):
Dira Paes: Estreou num filme americano rodado no Brasil chamado A Floresta das Esmeraldas (1985). Atuou com destaque em Corisco e Dadá (1996), Cronicamente Inviável (2000), Amarelo Manga (2002), Meu Tio Matou um Cara (2005) e Os 2 Filhos de Francisco (2005);
Monique Gardenberg: Diretora e roteirista de seus filmes, Gardenberg estreou no cinema com o bem recebido Jenipapo (1995), em seguida dirigiu e adaptou o livro de Chico Buarque, Benjamim (2003);
Série de TV: A Rede Globo estuda fazer de Ó Paí, Ó (2007) um de seus seriados, levando pra telinha novas situações dos personagens apresentados no filme;
Daniel Herculano é formado em Comunicação Social e escreve para o Guia Vida & Arte do Jornal O POVO.
Dê sua nota clicando nas estrelas
Comentar esta notícia
Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.
Mais Notícias
Últimas
Indique esta notícia









