Brasil
Investigação
Parentes de ganhador da Mega-Sena depõem sobre assassinato
Altair dos Santos era um dos apostadores que ganhou R$ 16 milhões no prêmio e foi morto no domingo
18 Nov 2008 - 15h00min
Parentes, amigos e vizinhos do comerciante Altair dos Santos, de 43 anos, que foi morto no domingo, 16, prestam depoimento nesta terça-feira, 16, à Polícia Civil de Limeira, no interior de São Paulo. Altair foi morto no fim da noite após um churrasco, em uma chácara, no condomínio Portal das Flores, em Limeira, a 151 km de São Paulo. Ele era um dos 14 ganhadores de um prêmio de R$ 16 milhões, da Mega-Sena, sorteado em maio de 2006.
A primeira pessoa a ser ouvida nesta terça foi o aposentado Dorgival Bezerra, que costumava apostar com o grupo mas naquela ocasião deixou de pagar o valor da aposta e ficou de fora do rateio do prêmio. Ele foi apontado como suspeito pela família, mas a polícia praticamente descartou sua participação no crime.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher de Altair, Maria Isabel, citou que o marido vinha sofrendo ameaças de um homem havia três dias, inclusive com uma faixa colocada em um bar com os dizeres "Limeira está pequena para nós dois".
O crime ocorreu por volta de 21h30. Santos havia passado o domingo com família e amigos em sua chácara, comemorando o oitavo aniversário de seu único filho, Diego. Segundo a família da vítima informou aos policiais militares que atenderam a ocorrência, por volta de 21 horas estavam na casa apenas os pais de Santos, Vanadir e Conceição, a mulher e a criança. O comerciante teria saído da casa para apagar uma luz, quando foi feito o disparo. O assassino fugiu sem deixar pistas, segundo a polícia.
Santos foi socorrido por um vizinho até a Santa Casa de Limeira, mas morreu a caminho do hospital.
De acordo com o depoimento do porteiro Laudelino Batista Paiva, que trabalhava no local na noite do domingo, não houve nenhum movimento suspeito. O delegado informou que o assassino pode ter entrado pelo terreno baldio que faz divisa com os fundos da chácara de Santos. Os investigadores da DIG vão requerer as placas dos veículos que entraram e saíram do condomínio naquela noite à empresa de segurança. De acordo com os policiais, o sistema de segurança não possuía circuito interno de câmeras de vídeo.
Durante velório e enterro da vítima, nesta tarde, os parentes não deram entrevistas. O comerciante Marcos Aurélio Cunha, de 53 anos, amigo de Santos, disse nunca ter ouvido falar em ameaças. Depois de ganhar na Mega-Sena e desfazer-se do bar do qual era dono, Santos investiu dinheiro na loja de Cunha e também em uma metalúrgica da cidade.
O comerciante também já tinha dado aulas na rede estadual de ensino como professor substituto. "Ele era uma pessoa querida. Quando ganhou o prêmio, não quis deixar o bairro em que morava (Jardim do Lago), o mesmo onde tinha o bar. Derrubou a casa na qual morava e ia construir outra ali. Estava na chácara só enquanto durasse a obra", afirmou Cunha.
A primeira pessoa a ser ouvida nesta terça foi o aposentado Dorgival Bezerra, que costumava apostar com o grupo mas naquela ocasião deixou de pagar o valor da aposta e ficou de fora do rateio do prêmio. Ele foi apontado como suspeito pela família, mas a polícia praticamente descartou sua participação no crime.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher de Altair, Maria Isabel, citou que o marido vinha sofrendo ameaças de um homem havia três dias, inclusive com uma faixa colocada em um bar com os dizeres "Limeira está pequena para nós dois".
O crime ocorreu por volta de 21h30. Santos havia passado o domingo com família e amigos em sua chácara, comemorando o oitavo aniversário de seu único filho, Diego. Segundo a família da vítima informou aos policiais militares que atenderam a ocorrência, por volta de 21 horas estavam na casa apenas os pais de Santos, Vanadir e Conceição, a mulher e a criança. O comerciante teria saído da casa para apagar uma luz, quando foi feito o disparo. O assassino fugiu sem deixar pistas, segundo a polícia.
Santos foi socorrido por um vizinho até a Santa Casa de Limeira, mas morreu a caminho do hospital.
De acordo com o depoimento do porteiro Laudelino Batista Paiva, que trabalhava no local na noite do domingo, não houve nenhum movimento suspeito. O delegado informou que o assassino pode ter entrado pelo terreno baldio que faz divisa com os fundos da chácara de Santos. Os investigadores da DIG vão requerer as placas dos veículos que entraram e saíram do condomínio naquela noite à empresa de segurança. De acordo com os policiais, o sistema de segurança não possuía circuito interno de câmeras de vídeo.
Durante velório e enterro da vítima, nesta tarde, os parentes não deram entrevistas. O comerciante Marcos Aurélio Cunha, de 53 anos, amigo de Santos, disse nunca ter ouvido falar em ameaças. Depois de ganhar na Mega-Sena e desfazer-se do bar do qual era dono, Santos investiu dinheiro na loja de Cunha e também em uma metalúrgica da cidade.
O comerciante também já tinha dado aulas na rede estadual de ensino como professor substituto. "Ele era uma pessoa querida. Quando ganhou o prêmio, não quis deixar o bairro em que morava (Jardim do Lago), o mesmo onde tinha o bar. Derrubou a casa na qual morava e ia construir outra ali. Estava na chácara só enquanto durasse a obra", afirmou Cunha.
Agência Estado
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