Na avaliação de Tarso, num segundo momento do governo Lula, a Polícia Federal passou a trabalhar de maneira "isenta"
16/08/2008 10:14
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que há "uma ofensiva de boa parte da imprensa" contra o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. A afirmação foi feita para cerca de 150 participantes de uma audiência pública sobre o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), promovida pela Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Sem especificar em que meios vê a "ofensiva", Tarso deu a entender que acredita que a imprensa mudou sua postura à medida em que as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal atingiram setores da elite econômica do Brasil. O ministro afirmou que, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando os inquéritos investigavam integrantes do PT, "também num trabalho sério", não havia críticas à "espetacularização e a ações persecutórias por escuta telefônica". Naquela época, acredita o ministro, havia "uma espécie de incensamento um pouco exagerado às ações".
Na avaliação de Tarso, num segundo momento do governo Lula, depois de ser reequipada, a Polícia Federal passou a trabalhar de maneira "isenta", sem obedecer a critérios políticos, de classe ou funcionais. "Essa neutralidade talvez incomode um pouco e confunda os observadores", reiterou o ministro, para quem a imprensa pode estar fazendo "um trabalho de despotencialização de um braço policial do Estado, que adquiriu uma nova dimensão republicana".
Agência Estado
A Polícia Federal,como qualquer instituição,pode cometer equívocos,mas o que não é razoàvel nem inteligente,muito menos conveniente é querermos "desqualificar","diminuir" ou "deturpar" o trabalho de uma instituição que no geral tem servido muito mais ao país do se beneficiado.Portanto é preciso que haja bom senso e maturidade para vermos eventuais excessos de alguns de seus integrantes como "exceções" e não como "regra".Já avaliamos como estaria o país se não tivéssemos uma Polícia Federal tão atuante,eficiente e honesta como a nossa? Já calculamos quanto economisamos com o seu trabalho? Assim o melhor é corrigirmos eventuais e esporádicos excessos e apoiar e aprimorar a atuação de nossa Polícia Federal que cumpre seu papel constitucional dentro das possibilidades existentes.
PAULO DE TARSO DE MORAES SOUZA