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Amorim destaca colaboração de Brasil, Índia e África do Sul com países mais pobres


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11/05/2008 17:40

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou neste domingo (11) de “pioneira” a iniciativa de cooperação trilateral entre ministros do Brasil, Índia e África do Sul. Ao participar de um balanço dos planos de ação setoriais e dos acordos trilaterais assinados no Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), Amorim destacou a participação brasileira no enfrentamento de crises sócio-econômicas em países como Haiti e Guiné Bissau.

“O Brasil tem orgulho da contribuição que tem dado, juntamente com a Índia e a África do Sul, em projetos de real impacto na vida de milhares de pessoas que vivem em países pobres. Estamos prontos para estender tais projetos e aprovar novas parcerias”, disse o ministro em seu discurso de abertura da 5ª Reunião Ministerial do Ibas, na Cidade do Cabo, África do Sul.

O Ibas foi criado em 2003 como instância de coordenação política entre os três países para promover a cooperação trilateral em áreas de interesse comum e fortalecer a voz dos países em desenvolvimento. A reunião de hoje representa uma preparação para 3ª Cúpula Presidencial do Ibas, marcada para 15 de outubro, na Índia.

Ainda durante o encontro, Amorim reforçou que a cooperação trilateral pode apresentar benefícios não apenas para as nações envolvidas como também para outros países em desenvolvimento, sobretudo os mais pobres.

“Temos conhecimento de nossos problemas sociais, mas procuramos não nos esconder de nossa responsabilidade em ajudar países que passam por necessidades ainda maiores. O Fundo IBAS, uma iniciativa pioneira, reflete a percepção de que países desenvolvidos podem se ajudar mutualmente.”

O Fundo Ibas para Iniciativas de Alívio à Fome e à Pobreza financia projetos de cooperação técnica em países de menor desenvolvimento relativo. Desde 2004, o fundo investiu US$ 1,5 milhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos no Haiti e de promoção da agricultura familiar em Guiné Bissau, entre outros. O Brasil já contribuiu com cerca de US$ 3,5 milhões para o fundo.

Agência Brasil


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