Brasil
em são paulo
Parada Gay enche a Paulista de cores e multidões
A festa teve a presença de políticos, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT)
10 Jun 2007 - 18h11min
Uma multidão de pessoas que participavam da 11ª Parada do Orgulho GLBT ocupavam grande parte da Avenida Paulista, da frente do prédio da Avenida Brigadeiro Luís Antonio até a Rua da Consolação, por volta das 16 horas deste domingo, 10.
A parada começou às 14h20 com a abertura de uma enorme bandeira com as cores do arco-íris e contou com ao menos 1 milhão de pessoas - de acordo com a Polícia Militar - e de cerca de 3,4 milhões de pessoas - segundo a organização do evento. A festa teve a presença de políticos, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT).
Em um carro de som, Marta aproveitou para elogiar o evento e pedir o fim do preconceito. "Essa é a maior parada do planeta. Nossa cidade está mostrando cada vez mais que respeita as diferenças."
Já o prefeito afirmou que a Parada Gay é o evento que atrai o maior número de turistas à capital. "No ano passado, foram 200 mil. Em 2007, o número já chega a 300 mil turistas. Isso é muito importante para nossa cidade", disse, acrescentando que a Parada é o segundo evento que traz mais retorno financeiro para São Paulo. No ano passado, o Grande Prêmio do Brasil trouxe R$ 150 milhões aos cofres municipais contra R$ 136 milhões da Parada.
Entre as novidades, Kassab destacou que esse ano a parada está envolvida na questão de combate à poluição. "Qualquer evento emite CO2 e isso polui o ar. Portanto vamos medir a quantidade de CO2 com o apoio de técnicos e fazer o plantio de árvores na cidade."
Segundo o prefeito, o investimento do governo municipal no evento totaliza R$ 400 milhões. "A Parada merece esse investimento", concluiu.
"Figuras"
Entre o público da festa destacam-se centenas de famílias que vieram de longe apenas para conhecer o evento.
A dona de casa Marta Soares, de 52 anos, trouxe a filha de 12 anos. As duas se dizem simpatizantes e vieram do Rio de Janeiro. Elas estão hospedadas desde a última quinta-feira em um hotel na região central. "Estamos adorando. É impressionante a união das pessoas e a vontade acabar com o preconceito", disse, vestida toda de rosa e com plumas no pescoço.
Armando Pereira, de 20 anos, afirmou que a festa é o evento mais esperado da vida dele. "É o único dia em que podemos nos soltar sem medo de levar tapa dos outros e ser vítima de preconceito". O rapaz mora em Campinas e veio somente para participar da parada.
Preços abusivos
Em meio ao mar de gente que ocupa a Avenida Paulista, os camelôs têm aproveitado para lucrar a mais do que em dias normais. Uma lata de refrigerante não sai por menos de R$ 3. Já os saquinhos de pipoca custam entre R$ 4 e R$ 5. "Hoje é dia de sair do prejuízo visto no ano inteiro", comenta Carlos de Jesus, camelô há oito anos.
Bebidas alcoólicas também estão sendo vendias em isopores. Copos de vinhos sem marca custam R$ 3. A água em garrafa pequena está R$ 3.
Luta contra homofobia
O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Bissexuais, Toni Reis, disse que a briga da entidade é a aprovação no senado do projeto 122/2006, que dá como crime a homofobia. "Esperamos que ainda esse ano o projeto seja aprovado. É nossa principal reivindicação".
De acordo com Reis, uma pesquisa da Unesco apontou em 2006 que, 60% dos alunos adolescentes não gostariam de estudar ao lado de homossexuais e que 40% dos professores não sabem lidar com esse tipo de opção sexual. "Também temos dados que 70% dos homossexuais do Brasil já sofreram algum tipo de agressão."
Atendimento
Segundo os bombeiros que estão no atendimento no vão livre do Masp, a cada cinco minutos, duas pessoas dão entrada na unidade de atendimento com vômitos, causados por ingestão de bebida alcoólica e desmaios por hipoglicemia.
A parada começou às 14h20 com a abertura de uma enorme bandeira com as cores do arco-íris e contou com ao menos 1 milhão de pessoas - de acordo com a Polícia Militar - e de cerca de 3,4 milhões de pessoas - segundo a organização do evento. A festa teve a presença de políticos, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT).
Em um carro de som, Marta aproveitou para elogiar o evento e pedir o fim do preconceito. "Essa é a maior parada do planeta. Nossa cidade está mostrando cada vez mais que respeita as diferenças."
Já o prefeito afirmou que a Parada Gay é o evento que atrai o maior número de turistas à capital. "No ano passado, foram 200 mil. Em 2007, o número já chega a 300 mil turistas. Isso é muito importante para nossa cidade", disse, acrescentando que a Parada é o segundo evento que traz mais retorno financeiro para São Paulo. No ano passado, o Grande Prêmio do Brasil trouxe R$ 150 milhões aos cofres municipais contra R$ 136 milhões da Parada.
Entre as novidades, Kassab destacou que esse ano a parada está envolvida na questão de combate à poluição. "Qualquer evento emite CO2 e isso polui o ar. Portanto vamos medir a quantidade de CO2 com o apoio de técnicos e fazer o plantio de árvores na cidade."
Segundo o prefeito, o investimento do governo municipal no evento totaliza R$ 400 milhões. "A Parada merece esse investimento", concluiu.
"Figuras"
Entre o público da festa destacam-se centenas de famílias que vieram de longe apenas para conhecer o evento.
A dona de casa Marta Soares, de 52 anos, trouxe a filha de 12 anos. As duas se dizem simpatizantes e vieram do Rio de Janeiro. Elas estão hospedadas desde a última quinta-feira em um hotel na região central. "Estamos adorando. É impressionante a união das pessoas e a vontade acabar com o preconceito", disse, vestida toda de rosa e com plumas no pescoço.
Armando Pereira, de 20 anos, afirmou que a festa é o evento mais esperado da vida dele. "É o único dia em que podemos nos soltar sem medo de levar tapa dos outros e ser vítima de preconceito". O rapaz mora em Campinas e veio somente para participar da parada.
Preços abusivos
Em meio ao mar de gente que ocupa a Avenida Paulista, os camelôs têm aproveitado para lucrar a mais do que em dias normais. Uma lata de refrigerante não sai por menos de R$ 3. Já os saquinhos de pipoca custam entre R$ 4 e R$ 5. "Hoje é dia de sair do prejuízo visto no ano inteiro", comenta Carlos de Jesus, camelô há oito anos.
Bebidas alcoólicas também estão sendo vendias em isopores. Copos de vinhos sem marca custam R$ 3. A água em garrafa pequena está R$ 3.
Luta contra homofobia
O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Bissexuais, Toni Reis, disse que a briga da entidade é a aprovação no senado do projeto 122/2006, que dá como crime a homofobia. "Esperamos que ainda esse ano o projeto seja aprovado. É nossa principal reivindicação".
De acordo com Reis, uma pesquisa da Unesco apontou em 2006 que, 60% dos alunos adolescentes não gostariam de estudar ao lado de homossexuais e que 40% dos professores não sabem lidar com esse tipo de opção sexual. "Também temos dados que 70% dos homossexuais do Brasil já sofreram algum tipo de agressão."
Atendimento
Segundo os bombeiros que estão no atendimento no vão livre do Masp, a cada cinco minutos, duas pessoas dão entrada na unidade de atendimento com vômitos, causados por ingestão de bebida alcoólica e desmaios por hipoglicemia.
Agência Estado
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