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AUDIÊNCIA PÚBLICA

Audiência pública debate Programa Escola de Fábrica

A proposta do Escola de Fábrica é dar oportunidade para que jovens de baixa renda conseguiam entrar no mercado de trabalho


17 Mai 2007 - 14h49min

O Programa Escola de Fábrica - Educação no Ambiente de Trabalho será debatido, nesta sexta-feira, a partir das 14 horas, em audiência pública no auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet-CE). A proposta do Escola de Fábrica, que é vinculado ao Ministério da Educação, é dar oportunidade para que jovens de baixa renda conseguiam entrar no mercado de trabalho.

O projeto prevê utilizar o apoio de empresas preocupadas em aliar responsabilidade social e formação de trabalhadores qualificados à criação de um ambiente escolar na própria instituição. "A audiência pública será uma excelente oportunidade para que todos conheçam um programa que faz educação no ambiente de trabalho e afasta a juventude da violência e do desemprego", explica o deputado estadual Dedé Teixeira (PT), autor do requerimento da audiência pública.

A audiência contará com a participação da coordenadora executiva nacional o Escola de Fábrica, Lizete Kagami. Foram convidados também representantes das secretarias estaduais de Educação, Justiça, Trabalho e Desenvolvimento Social, Ciência e Tecnologia, Turismo, Desenvolvimento Agrário, Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico, Associação dos Municípios e Prefeitos (Aprece), CUT/CE, secretários municipais de educação e órgãos, públicos estaduais e entidades não governamentais que trabalham com políticas para juventude, assim como da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), prefeitos, Federação das Indústrias (Fiec) e Federação do Comércio (Fecomércio).


Entenda o Projeto

O Programa Escola de Fábrica - Educação no Ambiente de Trabalho, objetiva promover a iniciação profissional de jovens entre 16 e 24 anos, com renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa e que estejam regularmente matriculados em cursos do ensino fundamental ou médio da rede pública. Os cursos oferecidos serão distribuídos entre as 20 áreas da educação profissional. O Ministério da Educação promove o credenciamento, acompanhamento, monitoramento, avaliação sistemática e financiamento das Gestoras, repassando até R$ 40 mil por curso implantado e uma bolsa-auxílio no valor de R$ 150,00 por mês para cada jovem selecionado.

As Gestoras são fundações, Oscips, Ongs, instituições públicas ou sociais sem fins lucrativos, com experiência comprovada em gestão de projetos educacionais. A chamada pública para 2007 já foi divulgada pelo MEC e o prazo para inscrição vai até 1º de junho. Os recursos financeiros para o início do Projeto serão originários do Governo Federal (Tesouro Nacional). Mas o programa deverá tornar-se auto-sustentável após a implantação em todos os espaços escolares, de tal forma que o investimento de novos recursos sejam utilizados unicamente para a expansão e não para a sustentabilidade da iniciativa.

Redação O Povo On Line

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