MUSICOTERAPIA 15/09/2016 - 12h38

O poder da música para tratar de corpo e mente

Aproveitando que hoje se comemora o Dia Nacional do Musicoterapeuta, conheça um pouco mais da atividade que já conquistou muitos fortalezenses
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Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br
Ethi Arcanjo
Dia 15 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Musicoterapeuta

Música ajudando pessoas com autismo, paralisia cerebral, depressão, dificuldades de aprendizado. A cada dia, novas pesquisas comprovam os mais variados benefícios da música como recurso terapêutico. “Através de uma aula de piano, você pode trabalhar coordenação motora fina, de uma de canto, pode trabalhar a memória, a expressividade, a comunicação”, exemplifica Carol Cristino, psicóloga especialista em psicodrama e mestre em Saúde da Criança e do Adolescente.

Há cerca de um ano, Carol atua na Duetos Escola de Música, em Fortaleza, acompanhando o desenvolvimento de estudantes e orientando professores com estratégias de ensino que podem facilitar a relação com o aluno. Segundo Juliana Alexandre, diretora da instituição, foi justamente a demanda de pessoas procurando as aulas como terapia que motivou a escola a buscar o acompanhamento de um profissional da psicologia.

“A gente observa como a música age como terapia. É um momento de entrega, de relaxamento. Muitas dessas crianças já são muito bem assistidas, já chegam aqui por indicação de psicólogo”, afirma a diretora, citando casos de alunos com autismo, paralisia cerebral e idosos com Alzheimer.

Em Fortaleza, a Graduale oferece especialização em Musicoterapia, e a procura tem sido satisfatória. Com duração de 22 meses e turmas de 30 alunos, o curso está formando sua quarta turma e tem, entre os profissionais que mais procuram as aulas, pessoas da área da saúde. Para especializar-se na área, não é necessário ter formação em música, mas é importante comprovar habilidade musical.

Ethi Arcanjo
Aula de canto na Duetos Escola de Música

Múltiplas aplicações
A habilidade que se desenvolve ao aprender um instrumento ou fazer aula de canto, a socialização proporcionada pelas atividades, a possibilidade de expressar sentimentos e a produção de substâncias químicas cerebrais – como a dopamina e a serotonina, relacionadas ao bem-estar – são alguns dos motivos pelos quais a música tem capacidade de promover o controle de emoções, estimular o pensamento cognitivo e melhorar coordenação motora.

Nos casos de autismo, por exemplo, conforme explica Carol Cristino, a música favorece as relações sociais, a comunicação. O professor de bateria Ênio Bastos conta que, por sugestão da psicóloga, utilizou bonequinhos de papel do Angry Birds para trabalhar com um aluno com autismo. “Uma forma mais lúdica, e ele tem reagido bem. Eles se sentem mais integrados na sociedade. Eles vêm para se divertir, como uma atividade extracurricular”, conta Bastos.

Já em quadros de paralisia cerebral, é a coordenação motora, e também a comunicação, que mostra ganhos expressivos. “É uma forma de trabalhar funções que vão estimular o cérebro em áreas em que a criança tem algumas dificuldades”, afirma Carol. Já na luta contra a depressão, a música atua ajudando a lidar com os sentimentos.

SERVIÇO
Duetos Escola de Música

Av. Antônio Sales, 2371 - Aldeota
Contato: (85) 4141 4909

Graduale
Rua Gonçalves Ledo , 1483 – Centro
Telefone: (85) 3048-6196 / (85) 8862-0511
E-mail: atendimento@graduale.com.br

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