Saúde & Beleza 22/08/2016 - 13h58

Cirurgia sem cortes

Na oftalmologia, algumas cirurgias têm dispensando o uso de bisturi e utilizado o laser como ferramenta principal
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Daniel Costa danielcosta@povo.com.br
Foto: shutterstock

Quando o assunto é cirurgia, a primeira coisa que pensamos é o uso de métodos mais invasivos, como cortes e costura da pele. Mas na oftalmologia, já existem novas tecnologias que dispensam esses procedimentos.  Segundo Javier Yugar, médico do Centro de Laser e Diagnose Ocular (CLDO), é possível fazer cirurgias refrativas e de cataratas apenas com laser. “Em ambos os casos, o laser proporciona mais segurança e eficiência na cirurgia”, revela.  Para isso, os médicos contam com ajuda de dois equipamentos diferentes: o EX500 Excimer Laser, utilizado em cirurgias refrativas, e o LenSx Laser, aplicado em cirurgias de cataratas.

Cirurgia refrativa
Miopia, astigmatismo e hipermetropia. Estes são os problemas corrigidos numa cirurgia refrativa.  O procedimento, que dura, aproximadamente, cinco minutos, conta com o suporte do aparelho EX500 Excimer Laser, que substitui o uso de lâminas metálicas, como bisturi, pelo laser.  A nova tecnologia apresenta duas técnicas diferentes: o Ceratectomia Fotorrefrativa (PRK) e o Laser Assisted In Situ Keratomileusis (Lasik).  

“O primeiro método é indicado para as pessoas com córneas mais finas, ou seja, pacientes com grau alto de miopia, hipermetropia e astigmatismo”, explica André Jucá Machado, oftalmologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). Na prática, o PRK aplica o laser na superfície da córnea para remodelar o formato da estrutura, eliminando miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo. “Se comparado ao Lasik, essa técnica necessita de um tempo maior de recuperação do paciente”, conta Jucá.  Por isso, os resultados da operação podem aparecer até três meses depois da cirurgia. Lembrando que os fatores determinantes para isso são as características de cicatrização da pessoa.

Já no Lasik, o médico corrige a visão do paciente agindo em uma das camadas internas da córnea. “O método consiste no ato de realizar um corte pequeno, por meio do laser Fentosecond, na superfície da córnea, proporcionando o levantamento de uma fina camada (lamela). Depois disso, o laser é usado para remodelar o formato da córnea”, explica Jucá.  Ao sair da cirurgia, o paciente já apresenta uma visão perfeita e sem “graus de óculos”.

Mas independente da técnica utilizada, Jucá conta que é necessário utilizar colírio e óculos escuros durante as próximas semanas. “Após a cirurgia, o paciente teve evitar algumas tarefas no cotidiano, como andar no sol e fazer esforço físico”, garante Jucá.

Cirurgia de catarata
Causando embasamento da visão ao longo da vida, a catarata afeta pessoas de diferentes faixas etárias. “Não existe uma idade certa para fazer a cirurgia de catarata. As características biológicas do paciente é quem vai dizer, mas, geralmente, as pessoas com 50 anos de idade têm uma incidência de 50% nesse procedimento”, conta Jucá.  Caso não tratado, o fenômeno pode causar cegueira permanente no indivíduo.

Para evitar essas consequências à visão, o indicado é fazer a cirurgia de catarata. Segundo Yugar, o equipamento pioneiro nesse procedimento é o  LenSx Laser. “Ele automatizou vários procedimentos que até então eram feitos manualmente ou com bisturi. A máquina também consegue promover uma abordagem e recuperação rápida do paciente”, conta.  

De modo geral, a técnica consiste em fazer uma pequena incisão nos olhos com uso de laser, que cicatriza rapidamente, não necessitando de pontos e não causando inflamação. Atrás dessa ruptura, o médico coloca um equipamento para dissolver e absorver a catarata da região. Em seguida, é implantada uma lente intraocular. “Esta lente varia de pessoa para pessoa, pois além do grau do paciente, existem lentes monofocais e multifocais no mercado”, ressalta Jucá. Para finalizar, o médico faz um curativo no olho operado. “O procedimento dura apenas, aproximadamente, dez minutos. Ao sair da sala cirúrgica, o paciente deve usar óculos escuros e colírio nas próximas quatro semanas”, ressalta o professor da UFC.

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