Saúde & Beleza 11/08/2016 - 18h00

As possibilidades do Balão Intragástrico

Com o objetivo de proporcionar reeducação alimentar, o Balão Intragástrico tem sido bastante procurado por pacientes que precisam perder peso
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Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br
Foto: shutterstock

Método não cirúrgico que proporciona reeducação alimentar e possibilita uma perda de 10% a 20% do peso corporal inicial, o Balão Intragástrico (BIG) vem sendo cada vez mais procurado pelos brasileiros que desejam vencer o sobrepeso. A prática consiste na colocação de um dispositivo de silicone, o BIG, no estômago do paciente. Após ser preenchido por 550 ml a 700 ml de soro fisiológico, o balão assume um formato esférico e pode ocupar até 50% da câmara gástrica, proporcionando uma maior sensação de saciedade.

“Esse método de emagrecimento ganhou força nos últimos anos, quando foi homologado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fins estéticos (Índice de Massa Corporal - IMC maior que 27), e, em 2015, quando o  Food and Drug Administration (FDA) liberou nos Estados Unidos. Há algum tempo, manipulávamos também balões de ar, atualmente em desuso”, detalha Fabrício de Sousa Martins (CRM 10091), médico especializado em gastroenterologia, um dos preceptores da residência médica em endoscopia no Hospital Geral Dr. César Cals e sócio da Clínica Endoscopy.

Procedimento
Por meio de endoscopia, o BIG é colocado por uma equipe médica normalmente constituída de dois endoscopistas e um anestesista. Em casos especiais, pode ser requerida uma anestesia geral, mas o uso da sedação de uma endoscopia convencional é o mais comum. “A retirada, que durante anos foi feita somente sob anestesia geral, hoje, pode ser também sob sedação profunda, com o uso de overtube, em casos selecionados, segundo o consenso brasileiro de Balão intragástrico que sairá este ano”, esclarece o médico.  

Após o procedimento, o paciente permanece com o balão por seis a 12 meses. De acordo com Martins, os balões tradicionais de silicone, frequentemente usados, só podem permanecer no organismo por até seis meses, entretanto, há cerca de dois anos, a Anvisa liberou um modelo que possibilita que esse tempo seja de até 12 meses. Todo esse processo deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar.

“O objetivo do balão é oportunizar a reeducação alimentar e a aquisição de hábitos saudáveis. Ele não é um fim, e sim, um meio. Para isso, uma vez o paciente tendo a indicação, deverá procurar um endoscopista que o encaminhará para nutricionista, educador físico, psicólogo e, até mesmo, psiquiatra, uma vez que a causa da obesidade, geralmente, é multifatorial”, afirma Fabrício.

Contraindicações
As contraindicações são para aqueles pacientes que possuem dependência de álcool ou drogas, úlcera gástrica ou duodenal em fase ativa, doenças do colágeno, doença inflamatória intestinal em atividade (Crohn, RCUI), hérnia hiatal grande, cirrose hepática, insuficiência renal crônica ou Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida (SIDA - conjunto de sinais e sintomas que podem surgir em indivíduos com a infecção pelo VIH/HIV). Além desses, pessoas com idade avançada, acima dos 65 anos, mulheres grávidas ou pacientes que usam anticoagulantes também não podem passar pelo procedimento.

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