Cerveja 05/08/2016 - 14h41

13 mitos e verdades da cerveja

A primeira sexta-feira de agosto é dedicada a uma paixão mundial: a cerveja. Além de abrir aquela gelada e dar início aos "trabalhos" do fim de semana, comemore o Dia Internacional da Cerveja conhecendo os mitos que cercam essa bebida milenar
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Larissa Viegas larissaviega@opovo.com.br
Shutterstock / Brent Hofacker

O clássico happy hour desta sexta-feira, 5, tem um gostinho ainda melhor: o Dia Internacional da Cerveja. Apesar de ser uma das bebidas mais queridas pelos brasileiros, ela também “sofre” com inúmeros mitos. Os sommeliers de cerveja João Filho e Daniel Wolff desmistificam 13 deles e lhe proporcionam mais motivos para comemorar a data. Confira:

Cerveja em lata é pior que em garrafa
A diferença é que a lata costuma manter a cerveja fresca e conserva aromas e sabores por um período de tempo maior. Isso acontece porque o material opaco evita que o líquido sofra com a exposição ao sol.

Cerveja só pode ser gelada!
Cada estilo tem a sua temperatura de serviço ideal. Pensamos assim porque, quando a cerveja que não é muito boa esquenta, percebemos o real sabor dela. Segundo João Filho, “os aromas são percebidos por causa de substâncias voláteis que evaporam junto com o gás. Quanto mais gelada, menos espuma a cerveja forma, ou seja, menos evaporação acontece e menos aroma é percebido. O frio também amortece as papilas gustativas da língua diminuindo a sensibilidade para degustar a bebida.”

Espuma é inimiga
A espuma é responsável por manter o aroma e, consequentemente, o sabor da cerveja. Ela também ajuda a diminuir a perda de gases, impede que o oxigênio entre em contato com a bebida e regula a sua temperatura

Cerveja é bebida de homem!
Sim, as mulheres também gostam de sentar à mesa de um bar e degustar uma boa cerveja! Segundo o sommelier de cervejas João Filho, 47% das mulheres consomem alguma bebida alcoólica e 88% delas elegem a cerveja como a sua preferida.

Cerveja engorda
Vários estudos comprovam: não existe relação entre o consumo da cerveja e o aumento da circunferência abdominal. Os vilões são, na verdade, os petiscos hipercalóricos, o excesso (principalmente da nossa pilsen) e o sedentarismo.

Cerveja é sempre amarga
As cervejas são compostas por três famílias, desmembradas em mais de 100 diferentes estilos. “O que vai determinar o amargor da cerveja é a variedade do lúpulo e o tipo de torra do malte utilizado nela”, descreve Wolff. Hoje, no mercado, existem cervejas que vão de extremamente adocicadas às com bastante amargor.

Copo é frescura
Assim como diferentes vinhos pedem diferentes taças, as cervejas também precisam de copos certos. Isso porque diferentes sabores e aromas são ressaltados em diferentes tipos de copos, “que alteram a retenção e a formação de espuma, causando desprendimento dos aromas e manutenção da temperatura”, explica João filho. Mas, calma! O tradicional copo de bar não “mata” ninguém!

Cerveja não tem validade
A cerveja tem duas datas de validade: a do período estipulado pelo fabricante e a do tempo em que o consumo da cerveja tende a ser melhor. Posteriormente a essa segunda data, a bebida começa a perder características como aroma, textura e cor. Porém, existem tipos que podem manter e até melhorar suas características depois de um tempo.

Quanto mais escura, mais álcool tem a cerveja
A coloração da cerveja vem do malte. As escuras, no caso, são maltes tostados ou torrados. Assim, “teremos cervejas claras com alto teor alcoólico, assim como cervejas escuras com baixo teor alcoólico”, explica João.

Chope e cerveja são iguais
A origem do produto é a mesma: processo de fabricação e insumos. Porém, o armazenamento e o tipo de serviços são diferentes, interferindo nas características da bebida. Wolff detalha: “O chope, ‘Beer on tap’ - cerveja na torneira - ou ‘Draft Beer’ - expressão que denota a retirada do líquido do barril, por ser retirado direto da chopeira, costuma ser mais aerado, mais cremoso.” Já as cervejas, em sua maioria, são pasteurizadas e, por isso, tendem a ser menos frescas e com sabores e aromas menos presentes.

Cerveja faz mal à saúde
Estudos publicados em importantes jornais de medicina revelam que o consumo moderado de cerveja pode trazer uma série de benefícios à saúde. Rica em vitaminas do complexo B e antioxidantes, ela previne a osteoporose a aumenta o HDL (colesterol bom, associado à diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares), além, claro, de possuir um quesito social, proporcionando relacionamentos entre amigos e familiares

Pilsen brasileira
Apesar de sempre terem trabalhado com a ideia de que a cerveja brasileira é do estilo pilsen, na verdade bebemos geralmente uma Standard American Lager. A pilsen verdadeira, muito produzida na República Tcheca e na Alemanha, possui uma dose generosa de lúpulo, 100% malte de cevada, e não 55% malte de cevada e 45 % de milho, como é o caso das nossas.

A fonte da água influencia o sabor
Na verdade, toda e qualquer cervejaria (independente da fonte de captação de água) produz a sua “água cervejeira”, com características físico-químicas específicas para a produção da bebida.

espaço do leitor
JP Albuquerque 06/08/2016 10:28
A bebida não causa acidentes. O ser humano, sim.
Comentarista 05/08/2016 23:27
Como impulsionadora de acidentes de trânsito, ninguém comenta.
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