FOTOGRAFIA 31/08/2016 - 12h04

Você sabe a história dessas fotos famosas?

Conheça um pouco mais da história de fotos que marcaram épocas e são lembradas até hoje
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Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br

Sebastião Salgado
Foto parte da exposição Gênesis (2009)
Se um dos principais objetivos da fotografia é registrar momentos e congelar lembranças, as fotos de que vamos falar a seguir, com certeza, estão entre as que mais atingiram essa meta. Estudadas e lembradas mesmo muitos anos após terem sido feitas, as imagens trazem histórias, instigam a curiosidade daqueles que as veem acerca de que fatos estaria por trás dela, e hipnotizam com uma força que, nesses casos, palavras provavelmente não conseguiriam ter.

Nesta semana dedicada à fotografia, separamos algumas das mais famosas fotos do mundo, trazendo um pouquinho, ainda, de sua história.


1 - Beatles a Abbey Road (1969)
Fotógrafo:
Iain Macmillan
Iain Macmillan
Beatles a Abbey Road (1969)

Feita em 8 de agosto de 1969, a imagem que traz John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison atravessando a faixa de pedestres da rua londrina Abbey Road imortalizou o  o fotógrafo escocês Iain Macmillan. A imagem foi feita ao lado dos estúdios Abbey Road, onde a banda gravou o álbum que também levou o nome da rua e está lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

O curioso é que Lennon, apressado, não queria fazer as fotos, que haviam sido sugeridas por McCartney. “Vamos tirar logo essa foto e sair daqui, deveríamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas”, teria dito o músico. Com apenas dez minutos, então, Macmillan fez seis fotos. A escolhida não só marcou história, como já teve diversas releituras. Outro fato interessante é que a foto alimentou a lenda de que Paul McCartney, por estar com os pés descalços, entre outros elementos da imagem, teria, na verdade, morrido em um acidente de carro três anos antes.


2 - Atrás da Estação Saint Lazare (1932)
Fotógrafo:
Henri Cartier-Bresson
Henri Cartier-Bresson
Atrás da Estação Saint Lazare (1932)

Um dos pioneiros da fotografia e reverenciado até hoje por seu legado e por essa imagem, Henri Cartier-Bresson fez a foto icônica ainda em 1932. Na captura, um jovem pulando sobre uma poça em pleno ar, com o registro do exato momento antes de tocar no chão. Nesse trabalho, é possível perceber ainda a simetria e o gosto pelo equilíbrio a partir de padrões repetitivos, como os alcançados com os reflexos na foto. A revolucionária habilidade do fotógrafo de ver beleza na periferia das grandes cidades também se percebe na imagem.

3 - The Vulture (1994)
Fotógrafo:
Kevin Carter
Kevin Carter
The Vulture (1994)

Vencedora de um prêmio Pullitzer, a foto que tanto sensibilizou o mundo quanto ao tema da fome na África traz consigo uma história forte, mas que já foi contradita. A princípio, espalharam-se comentários que diziam que, como a foto indicava, o urubu estava à espera da morte da criança, e que o fotógrafo, um ano após fazer a imagem, teria se suicidado vítima de remorso por ter feito a foto, em uma situação tão delicada.

Segundo informações do jornal espanhol El Mundo, já se sabe, entretanto, que: a criança não morreu pouco tempo após o registro, mas apenas quatro anos depois, segundo o pai, "de febres". A faixa branca que o menino traz ao pulso, inclusive, indicava que a criança recebia a ajuda das Nações Unidas, que tinha um centro de apoio a 10m do local da foto. E o fotógrafo, que se matou no dia 27 de julho de 1994, sofria de diversos vícios, estava afetado por dívidas e perda de amigos próximos e já havia tentado o suicídio antes da polêmica foto.

Outro fato comprovava, porém, o peso que a experiência de testemunhar tal cena trouxe para a decisão final do fotógrafo: uma passagem de seu diário. Nas anotações, Carter escreveu: “Meu Deus, eu prometo que eu nunca mais vou desperdiçar comida não importa o quão ruim seja seu sabor e o quão cheio eu possa estar. Eu rezo para que Ele proteja esse pequeno corpo, guie-o e o leve para longe dessa miséria. Eu rezo para que nós sejamos mais sensíveis com o mundo ao nosso redor e que não nos deixemos cegar por nossa natureza egoísta e nossos interesses."

4 - Menina Afegã (1984)
Fotógrafo:
Steve McCurry
Steve McCurry
Menina Afegã (1984)

Sharbat Gula, uma estudante afegã de uma escola informal em um capo de refugiados,  tinha 12 anos quando foi fotografada por Steve McCurry, para uma reportagem da “National Geographic” sobre a ocupação soviética no Afeganistão. A imagem, que foi capa  da revista no ano seguinte e se tornou uma das fotografias mais famosas do mundo, marcou também pela exposição do rosto da garota, uma vez que moças afegãs têm o costume de manter seus rostos escondidos. Em 2002, quando Gula tinha 30 anos, McCurry a reencontrou numa região remota do Afeganistão. Ela não tinha a menor ideia do impacto que sua foto causou na civilização ocidental.

5 – V-J Day in Times Square (1945)
Fotógrafo:
Alfred Eisenstaedt
Alfred Eisenstaedt
V-J Day in Times Square (1945)

Imortalizada pela revista Life, a fotografia se tornou símbolo do final da Segunda Guerra Mundial, em 14 de agosto de 1945. Na imagem, aparece um marinheiro norte-americano beijando uma jovem mulher em um vestido branco no Dia V-J em plena Times Square, como ato de celebração e vitória. Embora se acredite que Eisenstaedt estava fotografando um acontecimento espontâneo, há quem afirme que o momento também foi planejado.

Outras opiniões apontam ainda que a foto não seria uma momento romântico, mas sim um beijo forçado. Após décadas de especulações, os personagens da foto foram identificados como George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman, que contaram que não se conheciam até o momento da foto. Mendonsa, aparentemente, em um momento de euforia com a rendição do Japão e o fim da guerra, parou a moça na rua e a beijou.

6 - Massacre da Praça da Paz Celestial (1989)
Fotógrafo:
Jeff Widener
Jeff Widener
Massacre da Praça da Paz Celestial (1989)

O Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian'anmen) em 1989 é mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho. No período, uma série de manifestações pacíficas lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989, protestavam contra a repressão e a corrupção do governo do Partido Comunista.  

A decisão tomada foi suprimir os protestos pela força. No dia 20 de maio, o governo declarou a lei marcial e, na noite de 3 de junho, enviou os tanques e a infantaria do exército à praça de Tian'anmen para dissolver o protesto. As estimativas das mortes civis variam: 400 a 800 (segundo o jornal estadunidense The New York Times), 2.600 (segundo informações da Cruz Vermelha chinesa) e 7 mil (segundo os manifestantes). O número de feridos é estimado em torno de 7 mil e 10 mil, de acordo com a Cruz Vermelha.

Na imagem, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e para uma fileira de tanques de guerra. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje, o que o fez ser conhecido como "o rebelde desconhecido" ou "o homem dos tanques". Em 2000, ele foi eleito pela revista “Time” como uma das pessoas mais influentes do século 20.

7 - Phan Thi Kim Phúc (1972)
Fotografia:
Nick Ut
Nick Ut
Phan Thi Kim Phúc (1972)

Feita em 8 de junho de 1972, essa imagem é lembrada até hoje como uma das mais terríveis da Guerra do Vietnã. A fotografia, vencedora do Prêmio Pulitzer de 1973, mostra a pequena Phan Th%u1ECB Kim Phúc, então com nove anos, fugindo de seu povoado, que sofria um bombardeio americano. Atualmente, Kim Phúc é embaixadora da Boa Vontade da UNESCO.

Em depoimento a BBC, ela contou: "Em 1972, os americanos lançaram uma bomba de napalm em meu povoado, no sul do Vietnã. [...] Eu lembro que minha família decidiu procurar abrigo em um templo, porque nós acreditávamos que lá era um lugar sagrado. [...] Eu não cheguei a ver a explosão da bomba de napalm; só lembro que, de repente, eu vi o fogo me cercando. De repente, minhas roupas todas pegaram fogo, e eu sentia as chamas queimando meu corpo, especialmente meu braço. [...] Eu estava chorando e, milagrosamente, ao correr meus pés não ficaram queimados. Só sei que eu comecei a correr, correr e correr."

8 - Gênesis (2009)
Fotógrafo:
Sebastião Salgado
Sebastião Salgado
Foto parte da exposição Gênesis (2009)

A marcante imagem dos pinguins em icebergs, entre Zavodovski e Visokoi nas Ilhas Sandwich do Sul, perto da Antártida, faz parte da exposição Gênesis, de Sebastião Salgado. COmposta por 245 fotografias em preto e branco, a mostra foi dividida em cinco seções: Planeta Sul, Santuários, África, Terras do Norte e Amazônia e Pantanal, que correspondem às regiões e tribos que Salgado visitou ao longo de oito anos e mais de 30 viagens.

Tanto Salgado, quanto sua esposa e curadora da exposição, Lélia Salgado, são ativistas ecológicos que, através do Instituto Terra, tentam reverter a degradação ambiental na região do Vale do Rio Doce. Gênesis traz paisagens com pouca ou nenhuma intervenção do homem, apenas com fauna, flora e tribos de regiões como Papua Nova Guiné, Sibéria, Galápagos, Antártica, Alasca, Indonésia, Zâmbia, Uganda e Patagônia. Tal resultado tem origem na busca estética e ideológica do fotógrafo, que afirma que a urbanização e o consumismo do mundo globalizado fazem mais mal do que bem para o homem.

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