EDUCAÇÃO 23/05/2016 - 09h17

Mapas mentais podem facilitar o aprendizado

Diversos métodos de estudo ajudam no aprendizado. É fundamental que cada um ache o que funciona melhor para si. O método de mapas mentais, entretanto, vem demonstrando resultados importantes para quem o utiliza
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Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br
ideyweb/shutterstock
O aprendizado pode acontecer por diferentes canais

De acordo com a Programação Neuro Linguística (PNL), diferentes pessoas realizam seus processos de aprendizagem por diferentes canais sensoriais. Seriam eles o visual, o auditivo, o cinestésico (tato, olfato e paladar) e o sinestésico (quando o aprendizado se dá pela associação de mais de um desses canais, além de sentimentos e sensações). Segundo Viviani Bovo, diretora do Instituto de Desenvolvimento do Potencial Humano (IDPH), palestrante, coach, facilitadora licenciada pela Corporate Coach U, estudiosa e pesquisadora de ciências do comportamento e coautora e coeditora do livro Mapas Mentais, o grande erro de quem passa conteúdo é pensar que as pessoas são todas iguais e tratá-las como se assim fossem.

Alguns métodos, porém, podem tornar as horas de estudo mais eficientes. Um dos citados pela pesquisadora são os mapas mentais, uma espécie de diagrama hierarquizado de informações. "Pesquisamos os resultados de nossos alunos pós cursos: alunos que utilizam os mapas mentais se recuperam em matérias nas quais se lida com muita informação, como história, geografia, etc, assim como quando se precisa de criatividade para escrever, em redações", detalha sobre a pesquisa do IDPH. Viviani explica, entretanto, que existem muitas formas de aprender, e aconselha: "Sempre busquem novas formas e se exponham a elas, para descobrirem o que realmente funciona melhor para cada um".

Bloqueios
"Embora funcionemos com os três canais [visual, auditivo e cinestésico], cada um de nós tem preferência por um", explica a coach, destacando a importância da compreensão sobre as diferentes formas de assimilação de informações de cada indivíduo. "Um professor que tenha canal visual preferencial gosta de ver e de ser visto, por isso entende que os alunos devem estar olhando para ele quando fala e, só assim, poderão aprender. Se, na sala de aula desse professor, houver um aluno com canal auditivo preferencial, será natural ele 'dar o ouvido' para o professor. O aluno virou o rosto para o lado, certo? Com isso o professor grita 'Olha para cá, menino, presta a atenção!'. Assim que o garoto vira para olhar o professor, ele perde a conexão do ouvido e para de aprender", exemplifica a profissional.

Viviani cita, ainda, três elementos principais para que o aprendizado possa acontecer: conteúdo, estratégia e disponibilidade. O aluno precisa ser exposto a um bom conteúdo, apresentado de forma clara, bem estruturada e didática, completo e de fonte confiável. Ter uma boa estratégia de memorização, raciocínio lógico e criatividade também é fundamental. Já a disponibilidade precisa ser externa, tempo e disposição, e interna, emocional. "Pessoas traumatizadas não têm essa disponibilidade interna", exemplifica.

Métodos
Alternar entre os modos focado e difuso está entre os métodos de aprendizagem mais conhecidos e funcionais, conforme explica Viviani Bovo. O focado se caracteriza pelo estudo atento, lendo, ouvindo, assistindo ou praticando o conteúdo que precisa ser assimilado. O difuso consiste em relaxar, com a atividade de sua escolha, sem pensar no que estava estudando. "Nesse tempo de relaxamento, o cérebro pode fazer novas conexões e trazer novos insights sobre o que estávamos estudando", explica a pesquisadora.

A importância do sono para que as informações sejam armazenadas na memória de longo prazo também é destacada pela profissional. Outras técnicas apontadas são: estudar um pouco por dia e repetir o estudo várias vezes - mais eficiente que estudar toda a matéria em um dia só - e se testar a cada pequenos intervalos de estudos.

O uso de estratégias de memorização e insights, entretanto, é apontado por Viviani como métodos de facilitar a fixação do conhecimento e o rendimento em horas de estudos. "Por exemplo, os mapas mentais, que é uma das ferramentas mais eficientes que conheço para lidar com informações", cita.

IDPH / Divulgação
Mapa mental feito por Viviani Bovo sobre o método Mapas Mentais

(Clique na foto para dar zoom)

Mapas Mentais
Criado pelo escritor inglês Tony Buzan, os Mapas Mentais são considerados uma eficiente ferramenta para registrar, organizar, sintetizar e memorizar informações. Baseando-se no fato de que 90% da informação estão contidos em apenas 10% das palavras de um texto, a técnica consiste em uma espécie de resumo do conteúdo, por meio das informações principais em palavras-chaves, desenhos ou pequenos ícones, que devem funcionar como uma âncora, que puxa o restante do conteúdo na memória. Segundo Viviani Bono, o mapa mental trabalha com comparações, síntese de informações e hierarquização, promovendo a integração e o estímulo dos dois hemisférios cerebrais.

IDPH / Divulgação
Exemplo de mapa mental, feito por Viviani Bovo, do IDPH

(Clique na foto para dar zoom)

Já há, inclusive, softwares para construção de mapas mentais, mas a pesquisadora aconselha que a utilização da técnica comece com o aluno fazendo seus mapas à mão. "É uma ferramenta que deveria ser ensinada na escola para todas as crianças, como acontece nos Estados Unidos e na Europa. Facilita muito a memorização e ajuda a desenvolver a inteligência", afirma Viviani.

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Paulo Henrique 23/05/2016 16:17
Diversos métodos de estudo ajudam no aprendizado. É fundamental que cada um ache o que funciona melhor para si. O método de mapas mentais, entretanto, vem demonstrando resultados importantes para quem o utiliza
Paulo Henrique 23/05/2016 16:17
Diversos métodos de estudo ajudam no aprendizado. É fundamental que cada um ache o que funciona melhor para si. O método de mapas mentais, entretanto, vem demonstrando resultados importantes para quem o utiliza
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