O pré-candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT), em encontro neste sábado com a militância do PSB, ligada ao vereador socialista Juscelino Gadelha, cortejou a legenda. "Todas as vezes que eu for convidado para conversar com a militância do PSB, vou atender ao convite porque gosto da militância, da postura e de como o PSB aponta para o futuro", afirmou.
O evento estava marcado para ocorrer inicialmente no seminário organizado pela juventude do PSB em um hotel, no centro da cidade, mas acabou sendo transferido para uma churrascaria nas proximidades. A mudança ocorreu após integrantes da ala do partido contrária à coligação com o PT na capital paulista reclamarem do suposto uso político que Haddad faria indo ao evento formal do PSB. "Ele não foi convidado, é um seminário fechado do partido. Se ele vier não será recepcionado. Aqui não é local para discutir conjuntura política", afirmou o secretário estadual da juventude socialista, Deivid Ramalho, por telefone.
O coordenador da campanha de Haddad, Antonio Donato, minimizou o incidente. "Nós fomos convidados para um almoço informal com os participantes do seminário. Virou um happy hour", brincou. "Mas parece que há um racha no PSB", reconheceu. Haddad também não quis inflar o episódio. "Os companheiros têm direito de se manifestar", disse. O presidente estadual da legenda e secretário de Turismo de Geraldo Alckmin, Marcio França, e outras lideranças locais resistem em embarcar na campanha de Haddad. Porém, as direções nacionais do PT e do PSB estão em negociações avançadas.
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