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GILMAR MENDES E O JULGAMENTO DO MENSALÃO 31/05/2012 - 08h26

Dilma recebe Lula e comanda operação para desidratar crise

Um script bem encadeado, que mobilizou integrantes dos Três Poderes, foi posto em ação para neutralizar a escalada de declarações
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A presidente Dilma Rousseff comandou a última quarta-feira (30) uma operação para desidratar a crise envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um script bem encadeado, que mobilizou integrantes dos Três Poderes, foi posto em ação para neutralizar a escalada de declarações.

Nesta quarta, o Planalto divulgou nota contestando reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sobre o assunto: "A Presidência da República informa que são no todo falsas as informações contidas na reportagem que, em uma de suas edições, apareceu com o título ‘Para Dilma, há risco de crise institucional’, publicada hoje (quarta-feira) no diário O Estado de S. Paulo". A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que no encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, foi feito apenas o convite para que ele compareça à Rio+20 e discutidas questões administrativas dos dois poderes.

Também em nota, o jornal manteve as informações: "O Estado está seguro da apuração que fez e mantém a informação publicada sobre a preocupação do governo com o episódio e seu potencial de risco político, a despeito do desmentido oficial. A matéria publicada pelo Estado é fruto de apuração junto a fontes credenciadas do governo e desenvolvida desde a divulgação do teor da conversa entre o ex-presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes. Segundo essas fontes, o fato preocupou profundamente a presidente Dilma Rousseff pelo seu potencial de crise. Dentro e fora do Palácio do Planalto é corrente a leitura de que é preciso evitar o envolvimento do governo com o assunto, raiz da orientação presidencial de silêncio sobre o tema".

A senha para a operação de serenar os ânimos foi dada pelo presidente da Câmara, o petista Marco Maia, que anteontem chegara a criticar Gilmar Mendes. Nesta quarta, Maia sugeriu um "chá de camomila" aos exaltados. "O importante é que se passe uma borracha nesse episódio que não vai trazer problema para o Brasil. Temos que dar um chá de camomila a todos os envolvidos, principalmente neste momento em que se aproxima a votação (do mensalão) no STF", disse Maia.

Executivo - Preocupada em não fragilizar Lula, a presidente aproveitou um discurso durante solenidade de entrega da quarta edição do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio Brasil, no Planalto, para homenagear o ex-presidente.

"Processos e pessoas têm uma ligação íntima, as pessoas nos lugares certos e na hora certa elas mudam os processos e transformam a realidade e por isso queria, de fato, aqui fazer uma homenagem especial ao presidente Lula", afirmou Dilma, ao final do discurso, sendo interrompida por aplausos do público, que se levantou e gritou "Olê-olê-olê-olá, Lula, Lula".

O ex-presidente foi acusado por Gilmar Mendes de ajudar "bandidos" que querem melar o julgamento do mensalão no Supremo. "Faço essa homenagem pelo desempenho do presidente Lula em se comprometer no Brasil com a questão do desenvolvimento e da oportunidade para os mais pobres", reforçou Dilma.

Depois da cerimônia, ela recebeu Lula no Alvorada para um almoço e escalou os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, e Ideli Salvatti, de Relações Institucionais, além do líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) para um encontro no hotel onde se hospedou o ex-presidente. Na terça-feira, Dilma se encontrara por mais de uma hora com o presidente do STF, ministro Ayres Britto. Eles conversaram sobre a situação. Naquele mesmo dia, o ministro se encontrou com Gilmar. Havia temor de que Lula aproveitasse um evento público na Universidade de Brasília (UnB) para responder a Gilmar, que o apontara como centro irradiador de "boatos" contra ministros do STF para ajudar os réus do mensalão.

Lula, porém, não apostou na escalada da crise. "Vou falar de pé, porque senão podem dizer que eu estou doente. Pra evitar esses pequenos dissabores você sabe que tem muita gente que gosta de mim, mas tem algumas que não gostam. Eu tenho que tomar cuidado contra essas. São minoria, mas estão aí, né, no pedaço", disse, após palestra no 5º Fórum Ministerial do Desenvolvimento, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

da agência Estado

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Adolfo Moura 31/05/2012 14:27
Olha que coisa feia, acorda povo, são todos farinha do mesmo saco, ladrões que só querem saber do seu poder, seu bem estar e o povo que morra nas filas dos hospitais, sem segurança e sem educação. Como diz o ditado popular "Se quiser conhecer verdadeiramente um homem, dê-lhe autoridade".
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Clécio Oliveira 31/05/2012 13:13
Como diz um irmão meu, "Bittencourt tem medo". Então, diante do descalabro das atitudes levadas à cabo pelO CHEFE do CorruPTos, digo, PT, resolveram botar 'panos quentes', além de insuflar a militância (os inocentes úteis e os idiotas iludidos) para tentar encobrir o 'affair'! "PT: fraude explica"!
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marco 31/05/2012 11:44
Se o min. do Supreno chamou o Lula de gangster, imagine o que ele não sabe desse ex-presidente.
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Haddammann 31/05/2012 10:04
"Contida" está sendo a população até agora. Mas assim que se perceber que nos fizeram de babás-de-cachorrinhos-bibelô, e nos transformaram em "catadores de cocô", e ainda por cima, nos "elevaram" de miseráveis entupidos em trens e ônibus e com a barriga cheia de conversa fiada, mas "elevados" a "Cla
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