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PRÉ-CARNAVAL BOMBA DO HEMETÉRIO 10/02/2014

O maestro endoidou!

Acostumado ao samba das baterias que fazem os circuitos da Praia de Iracema, o público do Aterrinho também caiu no frevo no último sábado com o show do maestro Forró e sua Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
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Viviane Sobral vivianesobral@opovo.com.br
FOTOS: EVILÁZIO BEZERRA
O gaiato maestro Forró: músico deixou a organização em polvorosa quando resolveu "se empendurar" na estrutura lateral do palco
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Pense em uma mistura “massa”: a Capital cearense se vestiu de samba durante a tarde, mas ensaiou passos e se entregou ao frevo ao fim da noite. No ritmo do batuque e da percussão, o Pré-Carnaval de Fortaleza no último fim de semana tomou conta, pela segunda vez, das ruas de diferentes bairros da Cidade.

 

Na Praia de Iracema, os blocos Unidos da Cachorra, Bons Amigos, Camaleões do Vila, Baqueta partiram da Rua dos Tabajaras. Outro percurso foi feito pela Rua João Cordeiro com os blocos Que Merda é Essa?, Amantes de Iracema e Cheiro. Todas tiveram sua vez no palco do aterrinho.


O frevo ficou por conta da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, pernambucana formada em 2002. “Fortaleza era uma das poucas capitais a que a orquestra não tinha vindo ainda e a gente tá muito feliz. Estamos em casa”, decretou o Mastro Forró, comandante do grupo. Na terra da -em sua maioria - torcida do Leão e do Vozão, camisas do Sport e do Santa Cruz misturaram novas cores na plateia.


Homenagem a Zé Tarcísio

“Carnaval é isso, é aperto, em Olinda é assim”, expressou Tiago Nóbrega, sobre o novo trajeto na rua dos Tabajaras pelo qual parte dos blocos do bairro estão tendo que percorrer esse ano. Integrante da escola carioca Unidos da Tijuca, o mestre de caixa Serrinha Raiz esteve presente no bloco, colaborando na animação. “Hoje sinto que preciso passar pelo Pré-Carnaval daqui antes de ir para o Rio. Esse clima não tem preço”, declara.

 

Diferentemente do fim de semana passada, quando registrou problema com os cordeiros, o bloco Bons Amigos finalmente avançou a concentração e ganhou a rua. Com os braços estendidos aos céus, em gratidão, o presidente Célio Paiva era só sorrisos. “Hoje não tem nada de errado. Sou apaixonado por essa rua. Isso é revitalizar a Praia de Iracema”, avalia.


O bloco veio com sua bateria, integrada por pelo menos uma dezena de crianças, e também por bonecos gigantes. Um deles era em referência e homenagem ao artista plástico Zé Tarcísio, que completou 73 anos de idade no sábado e acompanhou parte do percurso.

 

A Molecagem

 

“É frevo, não é fresco!”

Francisco Amâncio da Silva, o Maestro Forró, é do Recife, mas podia passar como alguém nascido e criado na molecagem cearense. Canta, toca trompete e imprime na condução da sua orquestra todo tipo de “mungango”. “Quero desburocratizar a figura sisuda dos maestros tradicionais”, disse. Em Fortaleza, deixou a organização da festa em polvorosa quando resolveu “se empendurar” na estrutura lateral do palco. Um típico gaiato.

Vassourinhas

Não teve jeito: bastou tocar o frevo “Vassourinhas”, ícone da musicalidade pernambucana, para a plateia da Praia de Iracema, mesmo sem nenhum vocal acompanhando, se deixar levar pelo ritmo. 

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