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Teatro 03/07/2012

O talento do Teatro em Película

Após uma semana de apresentações, a nona edição do Festival de Esquetes da Cia. Teatral Acontece chega ao fim, mas abre portas para grupos conquistarem seu espaço. Capitaneado pelo jovem dramaturgo Rafael Barbosa, o Teatro em Película foi o principal vencedor do festival
DIVULGAÇÃO Rafael Barbosa
(à esquerda) protagoniza Ô Putaria, ao lado do ator Edglê Lima (à direita)
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Os festivais de esquetes são celeiros de talentos. É neles que muitos grupos estreiam e vão construindo suas jornadas rumo à profissionalização. No último sábado, 30, aconteceu o encerramento do Festival de Esquetes da Cia. Teatral Acontece (Fecta), que cumpre a missão de lançar talentos e reafirmar outros. Em 2012, a mostra chegou à nona edição e um dos destaques locais foi o grupo Teatro em Película, que tem apenas dois anos de trajetória e levou o maior número de prêmios do festival.

 

Ô putaria recebeu premiação de melhor texto original, esquete, diretor, ator e cenário, além de indicação de melhor sonoplastia. Escrito e dirigido por Rafael Barbosa, a obra é um banho de água fria. “O título vulgar é apenas para atrair pessoas. O que faz a peça é o conteúdo”, frisa. Segundo o autor, a ideia é discutir a relação do público com o entretenimento vazio, que costuma ter muitos adeptos tanto entre quem se propõe a “fazer arte”, quando entre espectadores que hipervalorizam tais produções.


O esquete surgiu no ano passado e é o mais diferente dentro do repertório do grupo, que pesquisa a linguagem cinematográfica no palco. Neste trabalho, Rafael compartilha a cena com Edglê Lima, que há um ano migrou do Crato à Fortaleza e recebeu prêmio de melhor ator do festival. A trama conta a história de dois homens que se encontram em um dia de chuva dentro de um ônibus. A partir desse fato, os personagens Médice e Melo vão reinventando seus dramas até chegarem ao foco da discussão: “eles percebem que a plateia local só se interessa por humor e vulgaridades”, comenta.


Rafael tem apenas 21 anos, é carioca e mora no Ceará há quase dez anos. A mostra tem sido uma porta para seu grupo conquistar território. O coletivo também participou do festival no ano passado. “O Fecta traz muitos benefícios para a cena cearense, que vem crescendo muito a cada dia. A gente ganhou uma visibilidade enorme”, comemora ele, que não esconde o desejo de consolidar-se como autor teatral. “Eu escrevia contos, agora escrevo para teatro, pretendo poder viver de dramaturgia”, vislumbra.


O grupo agora planeja alçar voos ainda mais altos. Eles foram convidados pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) para se apresentarem na Mostra Despudorada de Teatro, que acontece em setembro. Além disso, vão se apresentar em Sousa, na Paraíba, também pelo CCBNB. E planejam se apresentar no Festival de Esquetes do Cabo Frio, no Rio de Janeiro. “Com a possibilidade de ir noutros estados, queremos tornar a discussão mais universal. Não é pra criticar o humor, mas discutir que tipo de teatro estamos fazendo e como é nossa relação com o teatro contemporâneo”, ressalta.

 

Saiba mais

 

O esquete Ô putaria também foi vencedor de três prêmios no Festival de Esquetes de Fortaleza (Fesfort) no ano passado: melhor esquete, texto original e ator. O Teatro em Película já produziu dez esquetes, todos assinados por Rafael Barbosa. Até o final do ano, eles estrearão o espetáculo Contos Engavetados, vencedor do edital das artes da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O grupo 3 x 4 de Teatro também estreará o espetáculo Metrópole, escrito pelo autor.


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espaço do leitor
Rafael Barbosa 03/07/2012 21:58
Muito Bom, obrigado pelo carinho com o nosso teatro, com a nossa cultural. Nota mil para a equipe do O povo
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Edglê Lima 03/07/2012 13:59
Parabéns pela matéria galera. Muito grato pela atenção com nossa arte.
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