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Política 21/06/2012

O poder e a Secult

Novamente gerida de forma interina por Maninha Morais, a Secretaria da Cultura vive dias de indefinição. Há quem fale que o Professor Pinheiro volte; outros, porém, apontam novo cenário
ANDRÉ SALGADO/ESPECIAL PARA O POVO
Exonerado da Secult no último dia 6, o professor Francisco Pinheiro retomou as atividades na Assembleia Legislativa
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Em meio às articulações políticas do governador Cid Gomes e à indefinição sobre a aliança entre PSB e PT, rompida definitivamente este mês depois de quase um semestre de novela, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) perdeu mais uma vez seu titular. Sob o comando interino da secretária adjunta Maninha Morais, a Secult agora atravessa o momento de maior instabilidade nesta gestão.


Se o início foi conturbado, com a saída do Professor Pinheiro (PT) um mês após assumir a pasta para garantir sua vaga como deputado estadual, restava ainda na época a certeza de que o secretário voltaria um dia. Agora, depois de uma nova saída de Pinheiro e da passagem relâmpago de seis dias do suplente de deputado Antônio Carlos (PT), o horizonte é imprevisível.


A Secult, como parte da cota do Partido dos Trabalhadores no governo de Cid Gomes, pode passar nas próximas semanas por mudanças drásticas em seus quadros, hoje em sua maior parte ocupados por pessoas ligadas a Pinheiro. Não se descarta a volta do secretário, mas as possibilidades parecem ser cada vez menores, segundo O POVO apurou.


Há informações de que o atual vice-governador, Domingos Filho (PMDB), quer emplacar o nome de Vicente de Paulo, atual secretário executivo da Secult, como novo titular. Considerando que o PMDB já declarou apoio ao candidato do PSB à Prefeitura, a informação, ainda que não confirmada, revela uma possível virada na correlação de forças dentro da secretaria.


Equipe

Segundo uma fonte ligada à Secult, a equipe montada pelo petista Pinheiro centralizaria as decisões da gestão, isolando politicamente Vicente de Paulo e a própria secretária adjunta, Maninha Morais, que responde interinamente pela pasta. Vicente seria o nome de Domingos Filho na pasta e Maninha, irmã do deputado estadual Lula Morais (PCdoB), indicação do próprio governador.

 

Questionada em entrevista por e-mail sobre o suposto isolamento político, a atual secretária da Cultura respondeu: “A relação com o Professor Pinheiro, então secretário, tem sido da minha parte profissional. Estou na Secult por acreditar que posso contribuir com o projeto de fortalecimento e implementação das políticas públicas de cultura. Quem me conhece sabe que eu sou de realizar, sou do trabalho”.


Maninha afirma também que aguarda “o retorno do Professor Pinheiro, ao final do processo sucessório para a Prefeitura de Fortaleza”.


Enquanto isso, seguem em cargos do primeiro escalão pessoas nomeadas por Pinheiro, incluindo nomes que integravam a assessoria de articulação política durante o mandato do petista como vice-governador no primeiro governo Cid Gomes.


Entre eles, estão Israel Martins e Fabrício Vidal de Lima, que assumiram respetivamente a coordenadoria de ação cultural do Instituto de Arte e Cultura do Ceará – organização que gere equipamentos como o Centro Dragão do Mar – e a coordenação do Sistema Estadual de Cultura, responsável pela gestão de todos os editais da Secretaria de Cultura. Os dois cargos são estratégicos por controlarem grande parte do orçamento da secretaria.

 

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espaço do leitor
Gustavo Gomes 24/06/2012 15:57
Um absurdo o que fizeram com o Centro Dragão do Mar! Total abandono!!! Conseguem manter nem um centro daquele e ficam com ideia megalomaníaca de aquário. Como vai ser? Pra mim, esse foi o principal "erro" ou "incompetência" da secult. A não valorização do artista cearense em segundo.
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tiago braga 21/06/2012 20:52
é triste ver essa situação em uma pasta tão importado para a sociedade, esse governo cada vez mais decepcionante e vergonhoso.
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Clécio Oliveira 21/06/2012 13:29
Desde que o amigo Auto Filho saiu, que a SECULT anda em crises, e constantes! Verdadeiro descaso e incompetência para com uma das grandes criações de Virgílio Távora! De lá para cá, já passaram o Profº Pinheiro, um tal de Antonio Carlos, e, nada, - de bom -, pelo menos! E, "PT, fraudações"!
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