O produtor Rafael Bandeira, 33, foi dos primeiros a comprar uma cota para o show do No use for a name, não só por gostar do som da banda californiana, mas também por querer que o modelo de financiamento pegue por aqui.
“Sempre achei legal essa esquema do crowdfunding, acompanhei desde o seu surgimento. O interessante é fazer com que o público aqui de Fortaleza possa confiar mais nessa prática. Eu sempre soube que o primeiro ia ser complicado, as pessoas têm dúvida se o show vai acontecer mesmo... É legal o primeiro dar certo pra aumentar a credibilidade”, avalia Rafael.
Ele fala que, apesar de não se ter uma receita formada para produções com crowdfunding, a ferramenta aumenta a viabilidade das produções, já que os shows são fechados com um orçamento mínimo atingido. “Ainda mais hoje em dia que é tão difícil estabelecer relações duradouras de patrocínio”, acrescenta.
Caso um tanto diferente foi o do redator publicitário Lucas Rodriguez, 25. Desde a adolescência admirador do NUFAN, ele acompanhou de perto o avanço na venda das cotas, sem poder comprar a sua própria na falta de cartão de crédito, mas torcendo para a confirmação do show. Quando isso se confirmou, comprou o ingresso pelo velho esquema offline.
“Esperar, eu nunca esperava. Sempre fica aquele sentimento de quem gosta, torcendo para que aconteça, mas era algo bem distante...”, fala ele sobre se já aguardava a banda em Fortaleza. “É um som que marcou a adolescência. É isso que eu gosto. Chegar em um show assim e tirar o estresse da semana. Acho que é por isso que não deixo de ouvir esse tipo de som”.
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