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29/05/2012

Para ativar os sentidos

A Yamaha XJ6 600 cilindradas combina curvas sensuais e musculatura no motor na moto conhecida como "naked" pelo acabamento despojado
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Por volta de 1681, na cidade de Edo (atual Tókio), o japonês e artista plástico Hishikawa Moronodu criou o estilo de pintura japonês Ukiyo-e para retratar lutadores de sumô e lindas mulheres. Anos depois, em 1753, o estilo ficou mais popular e pintores famosos passaram a retratar o corpo de mulher por inteiro, algumas vezes seminu. A cultura popular japonesa fez a descoberta da sensualidade feminina por intermédio da Ukiyo-e. Ainda hoje é uma das formas de arte oriental mais apreciada e estudada.

 

Os fabricantes de motos japonesas descobriram a sensualidade e quantos dos nossos sentidos, um corpo seminu, é capaz de ativar? Todos, talvez. A descoberta, é provável, foi a partir da arte Ukiyo-e japonesa. A Yamaha usou desta arte na modelo a XJ6, sensual, quando mostra as curvas e a musculatura do motor de 77,5 cavalos, DOHC (duplo comando no cabeçote), refrigerado a água e desfila seminua pelas ruas para provocar, e provoca. São quatro cilindros e quatro saídas de escape para se transformar em única saída central para equilibrar o peso e deixar sair o ronco suave de um motor de 600 cc.


O quadro da Yamaha “naked” (pelada), como ficaram conhecidas estas motos sem carenagem no universo que circula sobre duas rodas, é bastante compacto para facilitar as manobras e permitir circular com agilidade pelas ruas de cidades com trânsito intenso como o de Fortaleza. Fica difícil acreditar que uma moto de 186 kg se “mexe” com tanta facilidade. Outro ponto que facilita a pilotagem e a aerodinâmica desta máquina é a baixa altura do assento. E para ficar claro que a Yamaha pensou também em economia e meio ambiente, a XJ6 possui injeção eletrônica e catalisador.


A engenharia da Yamaha projetou e disponibilizou um motor de 600 cc bastante “educado” e suave até mesmo para quem faz muito tempo que não acelera uma moto, meu caso, por exemplo, para deixar o condutor muito confiante. O tanque de combustível com capacidade de 17,3 litros dá uma autonomia de mais de 300 km, revelado assim mais uma vocação desta moto, a estrada. “Educada” também é a suspensão, principalmente a traseira, com balança monoamortecida e excessivamente macia para ser uma esportiva pura e, seguindo a mesma linha, os freios com duplo disco na dianteira e simples na traseira “atacam” de leve a velocidade.


O visual desta Yamaha pelada que poderia ser uma arte Ukiyo-e, agrada com suavidade provocativa a maioria dos consumidores deste segmento. São três as opções de cor: preta, vermelha e branca. O painel digital serve para identificar a velocidade, nível de combustível e hodômetro. O conta-giros, para mostrar as rotações do motor, é analógico (ponteiro). A Yamaha XJ6, que custa a partir de R$ 28 mil, encontra no mercado nacional, fortes concorrentes, as principais são: Honda Hornet CB600F, líder da categoria e a Kawasaki ER-6n, para disputar este mercado de seminuas.

 

Quando


ENTENDA A NOTÍCIA


A Yamaha passou a produzir a XJ6 N (Naked) e XJ6 F (Full – carenada) na zona franca de Manaus em 2010 em substituição às antigas FZ6 N e FZ6 S (linha Fazer 600), que tiveram a produção interrompida em 2009.

 

77,5 Cavalos de potência no motor

 

17,3 Litros é a capacidade do tanque de combustíveis da Yamaha XJ6

 

28 Mil reais é o preço de partida da moto 

Alcides Freire Melo alcides@opovo.com.br
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espaço do leitor
Márcio 30/05/2012 08:22
Apesar de mais barata que a Hornet Honda, está Muito cara... carros com muito mais matéria prima, conforto (ar, direção, 4p, etc) saem por menos que isso...
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Francisco 29/05/2012 18:45
Pelo preço que custa essa moto no Brasil voce compra uma frota delas em outros países.
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Jorge Barros 29/05/2012 09:09
Muito linda e bastante confortável essa moto. Sem dúvidas é uma ótima compra
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