2017 11/01/2017

Banco Mundial prevê crescimento de 0,5% no PIB do Brasil

Em relatório, a instituição prospecta que o crescimento do País será com ritmo abaixo da média da economia mundial
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AFP PHOTO/JIM WATSON
A vitória de Donald Trump nos Estados Unidos foi um dos fatores externos que impactaram a economia do Brasil

O Banco Mundial projeta que o Brasil vai voltar a crescer em 2017 e a expansão aumenta nos próximos anos, mas o ritmo ainda ficará abaixo da média da América Latina, dos emergentes e da economia mundial. A estimativa divulgada ontem é de crescimento de 0,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, 1,8% em 2018 e 2,2% em 2019, de acordo com o relatório “Perspectivas Econômicas Globais”.
 

Para a economia mundial, a estimativa é de avanço de 2,7% este ano e os emergentes devem crescer 4,2%. Já os países latino-americanos devem ter expansão de 1,2% em 2017, 2,3% em 2018 e 2,6% em 2019.
 

As projeções do Banco Mundial para o Brasil melhoraram em relação ao relatório anterior de previsões da instituição, de junho de 2016. 

Naquele mês, a expectativa era de contração de 0,2% do PIB brasileiro este ano e de expansão de 0,8% em 2018. A recessão de 2016 também será menor do que o anteriormente estimado (contração de 4%), devendo ficar com queda de 3,4%.
 

No documento desta terça-feira, o Banco Mundial ressalta que o Brasil passou nos últimos dois anos por uma série de problemas domésticos e um período de incerteza política que provocou forte contração do investimento e do consumo privado, contribuindo para enfraquecer a atividade.
 

Fatores externos também seguem influenciando a região, como os preços das commodities e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, que provocou desvalorização de várias moedas da região.
 

O relatório ressalta que houve certa melhora da confiança de empresários e consumidores no Brasil após a troca de presidentes e o avanço de algumas reformas e medidas microeconômicas. Um dos desdobramentos positivos recentes vem sendo a queda da inflação.

 

Uma vez que essas reformas sejam completadas, destaca o estudo, a economia do País estará em melhor forma fiscal e com espaço para que o governo faça investimentos para promover o crescimento no médio prazo.
 

Riscos
No conjunto de riscos para a economia dos países da América Latina, o documento cita a incerteza sobre as políticas dos Estados Unidos com Donald Trump e também na Europa, em meio às eleições em alguns países importantes da zona do euro, como a França e Holanda, este ano. Além do processo de alta de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). (Agência Estado)

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