Com 24 votos a favor e dois em branco, o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) foi eleito ontem presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O petista Artur Bruno foi escolhido o vice-presidente da Comissão de educação da Câmara dos Deputados.
O pemedebista foi eleito em meio a denúncias de corrupção feitas por um ex-auxiliar do período em que foi Secretário de Educação do governo de São Paulo, na gestão Geraldo Alckmin (PSDB) entre 2002 e 2006. O Ministério Público de São Paulo investiga as acusações. Chalita teria recebido R$ 50 milhões em propinas, segundo as denúncias. Chalita chegou a ser cotado para ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia, mas após as denúncias o parlamentar submergiu e passou a articular, com o apoio da cúpula do PMDB, seu nome para a comissão.
O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo negou por unanimidade, na terça, os recursos de Chalita para que fossem arquivados dois inquéritos abertos contra ele pela Promotoria do Patrimônio Público e Social.
Uma investigação do conselho apura se Chalita teve envolvimento em irregularidades no contrato para a compra de antenas parabólicas pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão do governo estadual. Também há outra apuração no conselho que trata da suposta entrega de presentes a Chalita pelo COC (grupo do setor educacional).
O advogado de Chalita, Alexandre de Moraes, argumentou que já houve prescrição em relação aos atos de improbidade administrativa pelos quais o ex-secretário é acusado. O prazo de prescrição nessas situações é de cinco anos. Chalita deixou a pasta em março de 2006.
A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) disse que se sentia “carente” de explicações e que Chalita póderia aproveitar a oportunidade para dar “boas notícias”. “Queria encarecidamente que você nos desse uma boa noticia e uma informação porque todo mundo tem lido o que tem acontecido”, afirmou. Chalita disse que era vítima de movimento político originado na disputa pela prefeitura de São Paulo. (das agências de notícias)
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Gabriel Chalita é deputado federal pelo PMDB, ex-aliado dos tucanos de São Paulo, mas na última campanha municipal aliou-se ao Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, a disputa política de 2012 determinou a início da onda de ataques de que se diz vítima.
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