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Dnocs 18/01/2013

Ex-diretor do Dnocs reclama de "focos de corrupção" e cobra ação da CGU

Segundo o engenheiro hídrico Cássio Borges, só assim o Dnocs poderá retomar toda sua capacidade operacional no combate à Seca. Ele denuncia ainda que o orgão está sendo substituído em suas funções pela Codevasf
SARA MAIA
Ao longo dos últimos anos, o Dnocs vem passando por um processo de sucateamento de suas estruturas
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O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) precisa “banir urgentemente” focos internos de corrupção no órgão, avalia o engenheiro hídrico Cássio Borges. Ex-diretor regional do Departamento e servidor de carreira por mais de 50 anos, ele cobra que a Controladoria Geral da União (CGU) puna os dirigentes envolvidos em irregularidades, tudo sem prejuízo ao Dnocs e os seus funcionários.


“O que fez a CGU? Do que sei, até agora não puniu nenhum dos dirigentes do Dnocs citados desde quando fez denúncia de prejuízo de R$ 320 milhões no órgão (...) em vez disso, puniu os servidores do departamento, mandando reduzir em 40% os seus respectivos salários”, afirma Cássio Borges. Segundo ele, a “retomada” do departamento no gerenciamento dos recursos hídricos no semiárido depende de uma nova linha de gestão.


“Nós, dedicados servidores daquele vetusto Departamento, não podemos admitir o seu constante enxovalhamento como vem sendo destacado pela imprensa”, afirma.


O ex-diretor regional do departamento ainda denuncia que o Dnocs vem sendo progressivamente substituído em suas funções pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).


“É um erro claro (...) o Dnocs tem toda uma centenária experiência, internacionalmente reconhecida e possuidora da maior, mais extensa e mais bem montada infraestrutura técnica, administrativa e operacional no combate à seca”, declara.


Irregularidades

Conforme O POVO publicou ontem, o Dnocs vive hoje - em plena seca - crise estrutural e ética, com grande número de denúncias de irregularidades e críticas por conta do sucateamento de suas instalações.

 

Nessa semana, o Departamento voltou ao noticiário nacional após o jornal Folha de S.Paulo denunciar que a empresa de um assessor do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), recebeu pelo menos R$ 1,2 milhão do Dnocs por meio de convênios com Prefeituras.


Henrique Alves, que exerce forte influência sobre o Dnocs, é o favorito na eleição deste ano à presidência da Câmara dos Deputados, que ocorre em fevereiro. Em campanha, ele deve visitar Fortaleza na próxima semana.


O POVO procurou a assessoria de imprensa da CGU em Brasília, via email institucional do órgão, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

 

Quem


ENTENDA A NOTÍCIA


Atuando como diretor regional, Diretor de Estudos e Projetos e chefe da Divisão de Hidrologia do Dnocs, Cássio Borges trabalhou no departamento durante mais de 50 anos. É especialista em recursos hídricos.

 

SERVIÇO

 

Departamento Nacional de Obras Contra Secas -Dnocs

Onde: Av. Duque de Caxias, n° 1700 - Centro - Fortaleza

Outras informações: (85) 3391-5100 / (85) 3391-5200

 

> TAGS: seca dnocs
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espaço do leitor
iraneide dantas 20/01/2013 02:33
Sr. Cássio Borges, esse elefante branco, não sabe de nada.Os técnicos experientes,trabalhadores e honestos,já se aposentaram ou morreram. Infelismente o DNOCS,é um cabide de empregos de politicos corruptos, como estamos vendo na mídia. Lamentável,mas verdadeiro.
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