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Julgamento no STF 18/09/2012

Relator: não há dúvida sobre compra de voto

Ministro Joaquim Barbosa destacou que somente após começar a receber recursos do PT houve a adesão do PP aos interesses do governo na Câmara dos Deputados, o que caracterizaria a compra de votos
JOSÉ CRUZ/ABR
Barbosa afirmou que "não há qualquer dúvida de compra de votos"
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O relator do mensalão no STF (Supremo Tribunal FederaL), ministro Joaquim Barbosa, afirmou ontem que o PP não fez aliança política com o PT no início do governo Lula (2003-2010). Segundo o ministro, em 2003, o PP só se alinhou com o PT após negociação em torno de repasses financeiros. De acordo com a denúncia do Ministério Público, PP teria recebido R$ 2,9 milhões. Foram denunciados o deputado Pedro Henry (PP-MT), o ex-deputado Pedro Corrêa (PP) e o ex-assessor João Cláudio Genu. “Não houve aliança política [entre PP e PT]. Os dois partidos eram antípodas, eram opositores, sempre foram. Podem-se dizer ideologicamente, se é que pode dizer que haja essa característica [entre os partidos]”, disse.

 

Segundo Barbosa, os autos comprovam que no início de 2003, o PP não pertencia à base aliada do governo Lula. “Naquele momento inicial das atividades, antes portanto das negociações com o PT, o PP fazia oposição. Somente em meados de 2003 é que o PP começou a seguir orientação do governo na Câmara”, disse. “Não havia qualquer razão para esse auxílio financeiro do PT ao PP.”


Para o ministro, após o acordo, Henry fez o trabalho de convencimento à bancada para votar com o governo. “Independente do destino dado ao dinheiro, as provas conduzem a que os réus receberam dinheiro em troca de fidelidade em votações de interesse de seu partido, do PT na Câmara”, disse. Antes de ler seu voto sobre o PP, Barbosa afirmou que “não há qualquer dúvida de compra de votos a essa altura do julgamento”.


Ele disse ainda que a revelação do mensalão feita por Roberto Jefferson, em 2007, estava distante de “mera vingança política”. Barbosa rabateu a tese da defesa de que ocorreu caixa dois de campanha e não compra de voto. “Essa versão [caixa dois] não interfere na caracterização [do crime] já que ajuda de campanha também configura vantagem indevida por influência em atos de interesse dos corruptores”, disse.


Ele destacou que, em depoimentos, Janene e Corrêa disseram que eles e Henry fizeram a negociação com o PT para o apoio político. Destacou que Corrêa afirmou que o acordo foi discutido com José Genoino, ex-presidente do PT, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, e Marcelo Sereno, ex-assessor de Dirceu. O relator também refutou o argumento da defesa dos ex-parlamentares do PP de que o dinheiro recebido foi para pagar honorários advocatícios.

 

Como


ENTENDA A NOTÍCIA

 

O relator do processo afirmou que Pedro Henry (PP-MT) e Pedro Corrêa (PP-SP) receberam recursos do "valerioduto" em razão dos cargos de deputado que ocupavam em 2003 e 2004.

 

Serviço


Continuidade da Sessão de julgamento do Mensalão

Quando: Amanhã

Onde: Plenário do STF

Horário: 14h

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espaço do leitor
Jaime Roberto 01/11/2012 22:08
Ministro Joaquim Barbosa, é elogiosa sua atuação no Mensalão do PT, deveria ir mais fundo ainda. Agora há mais um desafio Sr. Ministro, de "investigar" e julgar o Mensalão do 2º mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e todos os escândalos desse governo, senão,tudo parecerá politicagem!
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