Em pesquisa feita pelo Ibope em parceria com o Instituto Trata Brasil, divulgada em maio deste ano, o tema drogas apareceu na quarta colocação entre as preocupações dos eleitores para as eleições de 2012, com 9% das indicações. O item ficou atrás apenas de problemas recorrentes (saúde – 37%, segurança pública – 16% e educação – 11%) e à frente do item emprego (4%).
Porém, em Fortaleza, há candidatos que nem inseriram o tema, ao menos por enquanto, em seus planos de governo, o que pode ser um sinal de que o assunto novamente passará despercebido.
Ainda assim, o psicólogo Osmar Diógenes, especialista em dependência química e coordenador do Instituto Volta a Vida, diz que tem esperanças de ver propostas para o combate às drogas, especialmente por haver médicos em algumas chapas.
Entre as ações mais urgentes, ele diz que é primordial garantir um tratamento eficaz dos dependentes, em espaços adequados e com equipes de diferentes profissionais, como médicos, enfermeiros, professores e psicólogos. “O problema das drogas é muito complexo para se tratar só rezando”, pontua.
Em paralelo a isso, aponta Diógenes, é necessário a valorização dos profissionais e o investimento em prevenção, principalmente nas escolas. O consumo de drogas, segundo o especialista, é um problema essencialmente de saúde. “Acima de tudo, (a dependência) precisa ser tratada como doença.”
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