A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder habeas corpus a Cachoeira soou como interferência de Poderes na avaliação de deputados e senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.
Ontem, os integrantes da CPMI decidiram, de forma unânime, reconvocar o empresário para prestar depoimento na próxima terça-feira, dia 22.
O habeas corpus foi concedido anteontem, em caráter liminar, pelo ministro Celso de Mello, e obrigou a comissão a suspender o depoimento do empresário conhecido como Carlinhos Cachoeira, que estava marcado para ontem.
“Essa decisão abre um precedente muito grave, caso o Supremo a confirme no julgamento do mérito. Ela desrespeita o poder da CPMI de investigar. Imaginem quantos pedidos de habeas curpus estarão lá [no STF] de pessoas que não querem comparecer à CPMI”, considerou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL- AP).
Gurgel
A CPI aprovou também requerimento que pede informações, por escrito, ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, sobre como tomou conhecimento das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, e em que data. Pelo requerimento, Gurgel tem o prazo de cinco dias para responder às perguntas (das agências)Veja o jornal de hoje e os cadernos
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