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Ceará 11/02/2012 - 17h00

Extrema pobreza permanece

Apesar da redução na última década, população extremamente pobre ainda é desafio para o Bolsa Família


Em Fortaleza, 41.791 famílias ainda estão em situação de extrema pobreza, ou seja, vivem com menos de R$70 por mês. Considerando famílias de quatro pessoas, chega-se à cifra de aproximadamente 167.164 indigentes na Capital. Para efeitos de comparação, Crato (sexto município mais populoso do Estado) tem 121.428 habitantes, segundo o Censo de 2010.


“Vamos trabalhar com a perspectiva de ampliação, de dar acesso a famílias que ainda não foram selecionadas com o Bolsa Família”, detalha Priscila Borges, coordenadora-adjunta do programa em Fortaleza.


De acordo com o plano “Fortaleza Sem Miséria”, lançado no ano passado, os bairros que mais concentram população extremamente pobre são: Pirambu, Cais do Porto, Dunas (Manoel Dias Branco), Autran Nunes, Genibaú, Granja Portugal, Parque Presidente Vargas, Siqueira, Curió, Paupina, Ancuri e Pedras.


Entre as ações do Plano, estão previstas ações de alfabetização, implantação de Centros de Referência de Assistência Social Itinerantes(Cras) Itinerantes, atenção a usuários de crack e outras drogas, além de projetos de qualificação e inclusão produtivas.


No Ceará, a redução da extrema pobreza, mantida desde 2003, voltou a subir de 2008 para 2009. Em um ano, a quantidade de cearenses vivendo nessa situação passou de 660 mil para 908 mil, colocando o estado como o terceiro em população extremamente pobre, atrás apenas da Bahia e de Pernambuco.


Para o pesquisador do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), Carlos Eduardo Marino, não se pode avaliar a política de combate à pobreza com base em apenas uma variável, sendo preciso observar períodos mais longos. “Fica evidente uma acentuada e constante queda dos indicadores de pobreza e pobreza extrema ao longo da última década. Este fenômeno ocorre no Brasil como um todo, mas é sentido mais fortemente na Região Nordeste, incluindo o Ceará”, cita. (Thiago Mendes)

 

Números


41,7 mil

famílias de Fortaleza ainda vivem em situação de extrema pobreza, segundo o Plano Fortaleza Sem Miséria, apresentado no ano passado

 

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Roberio Firmino 11/02/2012 21:46
Espera aí, o LULA vai receber um prémio por ter acabado com a pobreza no Brasil mais especificamente no nordeste. Como pode se esta reportagem afirma que existe 167.164 indigentes somente na capital Capital. Então, o prémio não passa de mais um blefe.
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