As discussões so-bre a aliança eleitoral na maior cidade do país abriram uma crise ontem na comemoração do 32º aniversário do PT. Convidado como presidente do PSD, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab acabou vaiado por petistas e causou novo mal-estar com a senadora Marta Suplicy, sua adversária e uma das principais lideranças do PT na capital paulista. Embora estivesse em Brasília, Marta avisou ao partido que faltaria à festa, que reuniu, pela primeira vez, o candidato do PT à prefeitura paulistana, o ex-ministro Fernando Haddad, a presidente Dilma Rousseff e Kassab no mesmo “palanque”.
Ao ser chamado para compor a mesa, Kassab levou uma grande vaia de petistas. Apesar de adversários nos últimos anos, PT e Kassab discutem aliança para a eleição em São Paulo. Há forte resistência de petistas nos bastidores, mas é Marta quem capitaneia em público a insatisfação com a negociação, que ela compara a um pesadelo. Mais cedo, quando ainda estava em São Paulo, Kassab disse já ter almoçado e jantado várias vezes com a senadora. “Eu não acredito que a Marta nos tenha como inimigos. Ela nos teve como adversários.”
O convite do PT para que Kassab fosse à festa do partido foi recebido com surpresa também pelos coordenadores da campanha de Haddad. Na chegada, o ex-ministro se limitou a dizer: “Ele está aí? É bem-vindo”. Para o ex-ministro José Dirceu, a presença de Kassab foi um bom sinal: “O que não pode é não fazer aliança e ter que buscar o apoio do PSD no segundo turno”.
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A festa de 32 anos do PT, além das vaias ao prefeito Kassab, teve como ponto alto a presença da presidente Dilma e do ex-ministro José Dirceu. Lula, atendendo a recomendação médica, não compareceu.
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