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Dilma sobre greve de policiais na Bahia 10/02/2012 - 01h30

"Anistia criará país sem regras", diz presidente

Presidente disse que ficou "estarrecida" com as gravações divulgadas pela TV, que revelam conversas de líderes dos grevistas no sentido de radicalizar o movimento
ROBERTO S. FILHO/PRESIDÊNCIA
Dilma vistoria trecho em Pernambuco acompanhada dos governadores Cid Gomes e Eduardo Campos


Na primeira declaração sobre a greve de policiais militares da Bahia, que completou ontem 10 dias, a presidente Dilma Rousseff disse que respeita as reivindicações da corporação, mas não concorda com anistia para policiais que cometeram crimes durante a paralisação. Ela foi incisiva ao dizer que “crimes contra o patrimônio, contra as pessoas e contra a ordem pública não podem ser anistiados. Se anistiar, vira um país sem regras”. A presidente disse que ficou “estarrecida” com as gravações telefônicas divulgadas quarta-feira pela TV, que revelam conversas de líderes dos policiais e bombeiros baianos no sentido de radicalizar o movimento, estendendo-o, inclusive, para outros estados.


As declarações foram dadas durante visita a obras da Ferrovia Transnordestina, no município pernambucano de Parnamirim. No mesmo dia, a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou mensagem do Governo que determina a suspensão da abertura de novas sindicâncias, ou manifestação das já existentes, no tocante aos movimentos grevistas recentes no Estado.


Dilma disse que respeita “democraticamente os movimentos e suas reivindicações”, mas não considera admissível anistiar quem comete crimes durante uma greve, caso de alguns policiais militares baianos que estão sendo acusados de formação de quadrilha, incitação ao crime e depredação de patrimônio público, entre outros delitos. “Vai chegar um momento em que vão anistiar antes do processo grevista começar. Eu não concordo com isso. Por reivindicação, eu não acho que as pessoas têm de ser presas, nem condenadas. Agora, por atos ilícitos, por crimes contra o patrimônio, crimes contra as pessoas e crimes contra a ordem pública, não podem ser anistiados”. A presidente disse que as forças federais, como o Exército e a Força Nacional, estão à disposição para dar suporte aos governos estaduais sempre que forem solicitadas. Sobre o direito de greve para as polícias, a presidente disse apenas que “essa é uma questão que tem de ser debatida no Brasil”.


Transnordestina

Dilma esteve desde quarta-feira em viagem pelo Nordeste para vistoriar as duas maiores obras de infraestrutura da região: a transposição do Rio São Francisco e a Ferrovia Transnordestina. Com 1,7 mil quilômetros, a ferrovia vai ligar o interior do Nordeste aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Na visita de ontem, a presidenta cobrou a conclusão da obra até 2014 e disse que o governo não pretende elevar os custos do projeto para além dos atuais R$5,4 bilhões previstos.

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Apesar de ter demonstrado indignação contra o que cometeram policiais militares na Bahia, se mostrando contra a anistia, Dilma assinou em outubro passado a anistia dos PMs e bombeiros que invadiram um quartel no Rio de Janeiro para pressionar o governo do Estado.

 

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ALBERTO 13/02/2012 08:13
O termo "PRESIDENTA" fere o nosso idioma pátrio. Por favor ...
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ALBERTO 13/02/2012 08:11
A presidente Dilma ex-guerrilheira, baderneira e grevista, ficar estarrecida com a greve dos PM da Bahia é pura piada. Esse PT continua enrolando o povo brasileiro. O Lula foi outro enrolador, enganador do povo. Espero que o eleitor diga NÃO nas próximas eleições. Basta. Chega de nos fazer de bobo.
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ROB 12/02/2012 12:43
Concordo com a presidente. Pode até maneirar nas penas, mas perdoar totalmente não. Essa Polícia é a mesma que baixou o cacete nos professores indefesos. No entanto sou a favor do piso dos militares, visto que eles ganham muito mal, mas não da greve destes.
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jose 11/02/2012 23:22
Anderson quem anistiou o italiano Cesare Batisti foi o Presidente Lula. Não foi a presidenta Dilma. Vamos estudar um pouco de História do Brasil meu povo!
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jose 11/02/2012 23:00
Então, considerando que HOJE vivemos num VERDADEIRO Estado Democrático de Direito, NÃO há como comparar a luta de uma guerrilheira contra um REGIME DE EXCEÇÃO com a ação de vândalos. Estes, sim, HOJE podem participar da vida política do país, coisa que a Presidenta Dilma não podia naquela época.
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