Ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) em visita ao Ceará, ontem, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou que a partir de março, 13 dos 16 trechos que compõem os eixos leste e norte da obra de transposição do Rio São Francisco estarão com a ordem de serviço emitida. Em sua passagem pelo Ceará, Dilma destacou que sua visita às obras da transposição, realizada ontem, demarca o início da nova etapa do projeto, que teve que passar por uma reconfiguração.
De acordo com o ministro, houve revisão de preços, com a inclusão de novos itens no projeto, fechamento de aditivos em contratos já firmados com o consórcio construtor e toda uma renegociação. “Eles (empresários) tinham reclamações. Nós acatamos algumas e outras não”, disse a presidente, em Juazeiro do Norte, antes de partir de helicóptero para visita a um trecho da obra conhecido como aqueduto boi, no distrito Sítio Cipó, em Mauriti.
Demissões no canteiro
A “desmobilização” pela qual passou a obra da transposição da bacia do São Francisco incluiu uma série de demissões. Um operário que acompanhou a visita da presidente disse ao O POVO que, desde o segundo semestre do ano passado até hoje, foram executadas, segundo ele, aproximadamente de 450 demissões - o que tornou mais lento o andamento das obras no aqueduto boi.Em entrevista, Bezerra comentou que o número de operários contratados para a transposição vai pular dos atuais 3,9 mil para 6 mil até o mês de junho. (Pedro Alves, enviado ao Cariri)
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