O cientista político Uribam Xavier considera a administração de Luizianne Lins (PT) na Capital uma continuidade do que foi construído pela ex-prefeita Maria Luiza Fontenele, que geriu Fortaleza entre 1986 e 1989, negativamente avaliada, à época. “É uma conquista do espaço da mulher na política, mas Luizianne tira, de certa forma, a imagem negativa que Maria Luizia deixou no processo de administração”, diz.
“A gestão da Luizianne não é tão desastrosa quanto foi a da Maria Luiza. A partir da opinião pública, ela é bem melhor avaliada”, entende. E aponta motivos. “Maria Luiza tentou fazer uma política radical de fato e, por isso, se deu mal. Enfrentou todo mundo e teve um boicote muito grande da sociedade, principalmente dos grandes grupos econômicos da cidade”, avalia. Já a petista, segundo Xavier, teria optado por uma política do equilíbrio de forças. “Luizanne abre mão disso. Começa a fazer uma administração da ordem”, diz.
Como gestora, o deputado federal Eudes Xavier (PT) destaca que Luizianne deixaria para seu sucessor uma postura de responsabilidade no trato com a questão pública. “Sem contar com as ações sociais. É a capital que tem maior intervenção de políticas públicas para a juventude e as mulheres. (...) Por outro lado, não abandonou o setor estratégico da economia na cidade. Quem vier depois, vai suar muito a camisa para fazer coisas iguais ou mais”, complementou Eudes.
“A experiência como prefeita numa cidade com problemas sociais dos mais diversos a coloca numa situação privilegiada para dar o rumo que deseja na sua trajetória política”, entende o deputado federal Artur Bruno (PT). (MB)
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