A presidente Dilma Rousseff enfrentou vaias de um pequeno grupo de militantes do PSOL e do PSTU durante sua estada em Porto Alegre, ontem. O grupo concentrou-se em frente ao hotel em que a presidente se hospedou, no centro da capital gaúcha; depois, se dirigiu ao Ginásio Gigantinho, onde Dilma fez um discurso sobre desenvolvimento e sustentabilidade.
Os cerca de 40 manifestantes que puseram suas faixas por onde Dilma passou basearam seus protestos contra a ação da Polícia Militar de São Paulo na desocupação violenta das invasões do setor conhecido por Pinheirinho, em São José dos Campos. Eles aproveitaram ainda para exigir de Dilma Rousseff o veto ao Código Florestal, caso seja aprovado pela Câmara dos Deputados, neste semestre.
Em resposta às críticas que sofreu, principalmente por causa do Código Florestal, Dilma Rousseff disse, durante sua participação no Fórum Social Temático, que está sendo realizado em Porto Alegre, que a Rio+20 deverá indicar o marco do desenvolvimento sustentável que orientará as nações a partir de agora.
A Rio+20 é a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento sustentável. Será realizada no Rio de Janeiro, em junho, 20 anos depois da Rio 92, quando a preocupação com o futuro do planeta começou a ficar mais claro. Diferentemente de outras conferências, como a realizada em Copenhague, em 2009, a Rio+20 tratará do meio ambiente e da inclusão social.
Dilma disse que o preconceito político e ideológico levou à perda de espaço dos países, que aprofundaram o desemprego. “Hoje, as receitas fracassadas estão sendo propostas novamente na Europa”, disse ela. “A Rio+20 enfrentará uma questão mais ampla e decisiva. Estará à frente do debate um outro modelo, que envolve questões econômicas, de crescimento e ambientais.
Em outro momento, a presidente da República prestou solidariedade às vítimas do desabamento dos três prédios no Rio de Janeiro, onde morreram cinco pessoas. (das agências)
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