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artigo 14/12/2013

A greve da Uece

notícia 13 comentários
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Já se estende por mais de um mês a greve da Uece que reivindica, entre outras coisas, concurso para professores efetivos, melhorias na infraestrutura dos três campi (Uece, Urca e UVA) e aumento das verbas do Estado destinadas a investimento e custeio.


Aqui em Fortaleza, nem todos os cursos aderiram à greve. Entre eles, podem ser citados os cursos de Administração e de Ciências Contábeis, os quais rejeitaram, em quase sua totalidade, o movimento grevista. No caso do curso de Administração, votação realizada indicou, de forma bastante representativa (em torno de 90%), que as lideranças da greve não tinham credenciais para o representarem.


Vale salientar que, em passado recente, o grevismo desvairado provocou enormes prejuízos ao bom andamento das atividades da Uece, atrasando o calendário acadêmico e, consequentemente, tumultuando a vida de alunos e professores. Para o ano de 2014, o início do período letivo estava previsto para o dia 17 de fevereiro.


Entretanto, devido à paralisação, é quase certo que esta data não será cumprida. Acresça-se que, no mês de junho, ocorrerá a Copa do Mundo, evento que polarizará a atenção de todos os brasileiros. Fala-se até que, nesse mês, as aulas serão suspensas no Ceará, tendo em vista que Fortaleza é uma das sedes dos jogos. Mais um complicador para o calendário da Uece.


O certo é que a greve vem prejudicando gravemente aqueles alunos que necessitam concluir a universidade para assumir um emprego ou para participar de um concurso. Há um componente político muito forte neste movimento, acirrado pela proximidade das eleições do ano vindouro. Outrossim, segundo informação colhida junto a um jornalista com acesso ao Palácio da Abolição, trata-se de uma greve política, com objetivo claro de desgastar o atual governo.


Mais grave ainda, os reitores não se movem para resolver o problema. Segundo assessores próximos do governador, o Estado liberou recursos para custeio da Uece, Urca e UVA. Como as universidades são autônomas, cabe aos reitores explicar como gastaram o dinheiro repassado para as instituições de ensino.


Como se vê, a situação é extremamente complicada e tende ao impasse. Pena que os maiores prejudicados sejam os alunos concludentes, impedidos de realizar seus sonhos por conta de uma greve de desfecho imprevisível.

 

Cláudio César Magalhães Martins

claudiocmartins@msn.com
Professor Ms. do Curso de Ciências Contábeis da Uece

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Cláudio César Magalhães Martins 19/01/2014 18:37
Justin, Para mim, você é um fantasma. Identifique-se e poderei dar-lhe uma resposta.
Cláudio César Magalhães Martins 09/01/2014 20:03
Caro Justin, Sua agressividade é deveras impressionante. A inverdade de suas afirmações também. Não sei quem você é nem se foi meu aluno. Talvez tenha sido uma aluno faltoso e medíocre. Identifique-se, se tem coragem. Sua covardia em não identificar-se já indica muito do seu caráter.
Cláudio César Magalhães Martins 16/12/2013 15:20
Cara Janine, Você tem toda razão. Os reitores das 3 universidades estaduais deveriam vir a público prestar contas de como gastaram os milhões recebidos do Estado. Cumpre mencionar ainda que os black blocs grevistas provocaram vários atos de vandalismo. Será que desejam realmente a melhoria da UECE?
Janine 16/12/2013 09:35
Gostaria de saber como os reitores gastam esse dinheiro, invés de ficaram só pedindo mais e mais dinheiro ao Cid. Sem contar que os representantes da greve são incompetentes, até agora não conseguiram nada, fazem bagunça invés de falar civilizadamente com o governador
Fladimir Castro 15/12/2013 10:59
Por que não colocar a opinião de um professor que luta pela universidade agora? Pronto, não deixe apenas uma única opinião formar o cidadão. Essa é uma das visões, mas quanto as outras visões, os demais pensamentos? A UECE é mais que um único curso, único professor e única opinião...
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