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ENERGIA 10/12/2012

Micro e minigeração: uma revolução no setor elétrico

Espera-se um aumento gradual da participação do micro e minigerador na matriz energética nacional
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Jurandir Picanço

jurandirpicanco@uol.com.br

Consultor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará

 

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) expediu a Resolução 482 que regulamentou a geração de energia elétrica por qualquer consumidor ligado a uma concessionária. Essa nova alternativa foi designada de micro ou minigeração de energia, dependendo do seu tamanho, com vigência a partir da segunda quinzena do corrente mês de dezembro.


A fonte de energia terá de ser renovável, daí será usual que o consumidor de energia tenha o seu próprio aerogerador, painel solar ou gerador que use biomassa como fonte de energia. Foi um passo largo no sentido de ampliar a oferta de energias renováveis de uma forma benéfica para a sociedade. Além de oferecer mais uma alternativa para a produção de energias renováveis, por se tratar de pequenos empreendimentos, vai ampliar em larga escala a quantidade de negócios e postos de trabalhos vinculados a essa nova atividade.


Espera-se um aumento gradual da participação do micro e minigerador na matriz energética nacional e, devido à pequena dimensão dos empreendimentos, haverá um grande dinamismo que propiciará o desenvolvimento de uma multiplicidade de novos negócios.


É preciso que essa nova oportunidade não fique restrita ao setor de energia. Nosso potencial de energias renováveis é uma grande riqueza e sua exploração na micro e minigeração deve ser vista como uma importante contribuição ao desenvolvimento do País. Para tanto, tem de se favorecer à implantação de uma indústria nacional que contemple todas as atividades correlacionadas.


No setor solar fotovoltaico, que será o de maior predominância no futuro, a indústria nacional é incipiente em consequência da atual inexistência de mercado. É preciso incentivar o desenvolvimento da geração solar fotovoltaica, a partir da produção do silício solar que hoje é todo importado.


O Ceará oferece as condições ideais para a geração eólica ou solar. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e seu Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi) estão estimulando os empresários a avaliarem essa alternativa e, mantendo uma estreita relação com a Coelce, motivou-a a ser a primeira concessionária no Brasil a divulgar suas normas internas para consumidores e empresários interessados.


No Brasil, as fontes de geração eólica e solar superam em muito o potencial hidráulico que historicamente é o de maior participação entre todas as formas de produção de energia elétrica, o que permite visualizar, no prazo de cinco a dez anos, uma transformação estrutural do setor elétrico. Uma verdadeira revolução.

 

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alvimar 31/12/2012 07:38
olá tudo bem? gostaria de saber como fazer uma minigeradora em casa, eu tenho muito interesse em fazer, se não for caríssimo né..
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