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Processo 23/02/2012 - 01h30

Strauss-Kahn terá de responder na Justiça sobre orgias

O ex-titular do FMI vai responder na Justiça sobre orgias das quais teria participado em Paris e em Washington. várias viagens de mulheres de programa foram organizadas e financiadas por dois empresários franceses
FRANCOIS LO PRESTI/AFP
Strauss-Kahn passou dois dias e uma noite detido, em Lille

O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, foi convocado para ser formalmente acusado no dia 28 de março por “cumplicidade em proxenetismo agravado e formação de quadrilha” e por “ocultação de abuso de bens sociais”, no chamado Dossiê Carlton, segundo informou uma fonte judiciária de Paris. Ao final de dois dias e uma noite detido, em Lille, no Norte do país, Strauss-Kahn foi libertado ontem e notificado de sua convocação pelos juízes encarregados de instruir o processo.

 

Strauss-Kahn vai responder sobre orgias das quais teria participado em Paris e em Washington. As testemunhas sobre o caso disseram que várias viagens de mulheres de programa foram organizadas e financiadas por dois empresários do Norte francês, Fabrice Paszkowski, diretor de uma empresa de equipamentos médicos, e David Roquet, ex-dirigente de uma filial do grupo de obras públicas Eiffage. A mais recente dessas viagens aconteceu de 11 a 13 de maio na capital dos Estados Unidos, às vésperas da prisão de Strauss-Kahn no caso do Sofitel Hotel, de Nova York.


Na época, o então diretor-geral do FMI foi acusado por uma camareira do hotel, a guineense Nafissatou Diallo, de agressão sexual. As acusações de Justiça norte-americana caíram. Mas, Strauss-Kahn ainda terá de enfrentar uma ação civil nos Estados Unidos. A questão também gerou uma série de revelações sobre sua vida privada, convertendo-o para alguns em um ogro sexual e para outros em vítima de um complô. Strauss-Kahn admitiu um gosto pela libertinagem, mas negou ter cometido qualquer ato ilícito ou violento.


O escândalo de Nova York pôs fim às ambições presidenciais de Strauss-Kahn na França, como um potencial candidato presidencial do Partido Socialista, além de ter lhe custado sua posição no FMI. (das agências de notícias)

 

Por quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Após ter sido acusado por uma camareira nos EUA de agressão sexual, o que lhe custou a possibilidade de disputar a presidência da França, o ex-diretor-geral do do FMI se vê agora envolvido em novo escândalo sexual a partir do Dossiê Carlton, na França.

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