Dois dias depois que as prévias do Partido Republicano terminaram com a vitória de Mitt Romney em Nevada, o ex-presidente norte-americano de 2001 a 2009, George W. Bush, apareceu em Las Vegas ontem, no mesmo Estado, para uma palestra.
Discursando como convidado de honra no encerramento da convenção anual da Associação Nacional dos Concessionários de Automóveis (Nada), Bush, também republicano, aproveitou a plateia favorável para criticar o sucessor dele, Barack Obama, do Partido Democrata, e suas ações na Casa Branca.
“Temos muita força. Os Estados Unidos são os líderes do mundo. E isso requer políticas decentes”, provocou Bush, sendo aplaudido por concessionários de todo o país que lotaram o Centro de Convenções de Las Vegas.
A apresentação tomou contornos de uma convenção republicana, com membros da Nada elogiando medidas de Bush contra o terrorismo, destacando as ações no Afeganistão, no Iraque e na economia.
Bush agradeceu a ajuda concedida às marcas locais no final de 2008, que impediu a falência da General Motors e da Chrysler.
O ex-presidente defendeu a atuação do país como a polícia do mundo e voltou a citar o atentado às torres gêmeas de Nova York em 2001.
Exercícios militares
Um desembarque, um assalto aéreo, 25 navios de guerra: os EUA e outros oito países realizam na Costa Leste norte-americana um grande exercício anfíbio, denominado Aligátor Audacioso e destinado a contra-atacar uma ameaça que recorda a do Irã.
Essas manobras, pela primeira vez abertas pelos EUA a outras nações, constituem as manobras em terra e mar mais importante de 10 anos para cá, segundo o almirante John Harvey, encarregado da gestão da frota norte--americana.
Cerca de 20 mil efetivos de Washington, entre os quais uma brigada de fuzileiros navais, 650 militares franceses, tropas das marinhas canadense, holandesa e britânica, assim como oficiais de ligação italianos, espanhois, neozelandeses e australianos, tomam parte do exercício.
A ação começou em 30 de janeiro frente ao litoral da Virgínia e Carolina do Norte e finalizarão em meados deste mês. (das agências de notícias)
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O discurso do ex-presidente George W. Bush, cuja administração foi responsável por duas questionáveis guerras (Iraque e Afeganistão) pode ser visto como parte da pré-campanha republicada à sucessão do democrata Barack Obama, que disputará reeleição
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