SÍNDICO. GESTÃO 03/09/2016

O segredo para reduzir custos no prédio

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EVILÁZIO BEZERRA
BENONI RODRIGUES é o síndico do condomínio onde mora e diz que o maior desafio é controlar as finanças do local

Ser síndico e gerir um condomínio não é tarefa fácil. Manter tudo em ordem e, ao mesmo tempo, trabalhar para reduzir custos exige uma visão ampla do empreendimento e uma série de ações preventivas diariamente.

 

É o que garante o engenheiro civil Benoni Rodrigues, síndico há três meses de um condomínio com 38 apartamentos no bairro Aldeota, onde mora há 15 anos.


Segundo ele, o maior desafio na função recém-adquirida é controlar as finanças, visto que o índice de inadimplência é alto. Para contornar o problema, vem adotando medidas para se aproximar dos condôminos e melhor distribuir tarefas.


“Criei um grupo no WhatsApp e procuro ter uma administração bem participativa para que não fique sobrecarregado. Todos se ajudam”, detalha.


Inspeção predial

Como engenheiro civil, Benoni também dedica atenção a problemas estruturais do condomínio. “Tudo em termos de instalações hidráulicas, elétricas, contra incêndio e nos elevadores passa por checagem”, explica ele, que defende a realização de todos os procedimentos por meio da inspeção predial. “A inspeção predial é uma aliada do síndico. Não vem para onerar e sim para detectar e prevenir problemas”, diz.

 

Além da inspeção, o síndico recomenda fazer o seguro do empreendimento, uma garantia, caso um problema de maior proporção ocorra, como uma explosão ou incêndio.


Saber o que é necessário e como comprar, ter uma equipe competente na administração, reduzir o consumo de energia, prevenir vazamentos, problemas de fachada e tubulações de incêndio são dicas que o síndico dá para quem pretende se livrar de perigos e cortar gastos. (Lígia Costa)

 

MÃO DE OBRA


Peso no orçamento

De acordo com o síndico Benoni Rodrigues, o que mais pesa no orçamento de um condomínio é a mão de obra, ou seja, o pagamento dos funcionários. Paulo Sanford Feitosa, síndico profissional há 6 anos, reitera que o pagamento fixo de funcionários é o que custa mais caro. “Em média, os empregados correspondem a 50% do custo total de um condomínio”.

 

Paulo ainda lista como segundo maior gasto os contratos de manutenção de equipamentos, que respondem por 10% do custo total. O consumo de água, luz, gás e telefone vem em terceiro lugar, seguido por gastos com contratos de serviços e por despesas com tarifas de movimentações bancárias. Outro grande vilão do orçamento são os vazamentos contínuos em torneiras, principalmente, em descargas de banheiros. (Lígia Costa)

 

"A inspeção predial é uma aliada do síndico. Não vem para onerar e sim para detectar e prevenir"

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