HOTÉIS. OCUPAÇÃO 03/09/2016

Eliseu Barros diz que segundo semestre será melhor

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Lígia Costa ligiacosta@opovo.com.br
TATIANA FORTES
Eliseu Barros diz que esse é o momento para o turismo crescer

A ocupação dos hotéis da Cidade devem receber um incremento neste segundo semestre do ano, a partir da realização de dois grandes eventos, em setembro.

 

A expectativa é de Eliseu Barros, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE) e diretor executivo do Marina Park Hotel.


Esperançoso por um semestre mais positivo, ele diz que a indústria hoteleira local trabalha para manter-se em pleno funcionamento, tentando garantir a empregabilidade de seus funcionários.

 

O POVO - Qual a expectativa no setor hoteleiro para os próximos meses em Fortaleza e como o senhor o avalia até o momento?

ELISEU BARROS - Em setembro, haverá a realização de grandes eventos em Fortaleza, como o Congresso Brasileiro de Contabilidade e o Congresso Brasileiro de Cardiologia, o maior evento na área médica e que a Cidade vai sediar pela primeira vez no Centro de Eventos do Ceará (CEC). A expectativa é que, até o Carnaval, a gente tenha uma melhora, pois o turista de evento, de congresso, tem mais poder aquisitivo e gasta três vezes mais que o turista de lazer. Em relação ao cenário atual, eu não diria que estamos em crise, mas em baixa, pagando as contas. Mas, ao contrário de outros estados, ainda não desempregamos ninguém e os hotéis continuam funcionando. A gente podia estar melhor. O que falta, na realidade, é política de divulgação, voltada para o turismo.

 

OP - Como o senhor avalia a indústria hoteleira, neste exato momento, na Capital cearense?

EB - Houve uma queda na ocupação no fluxo, que já era esperado, principalmente do turista de lazer. Tivemos um 1º semestre de baixíssima ocupação depois do Carnaval. Do ano passado para cá, houve uma queda de ocupação média entre 6 e 8%, de hotel para hotel.


OP - Como está o fluxo de turistas estrangeiros no Nordeste?

EB - Hoje, o fluxo de turistas estrangeiros para o Nordeste é muito pequeno, se torna até irrisório. Dos 6 milhões de turistas anuais que vêm ao Brasil, apenas 3% vêm ao Nordeste. No passado, tivemos épocas que esses 3% representaram de 8 a 10%.

 

OP - O senhor avalia que Fortaleza está bem servida de hotéis?

EB - Estamos muito bem servidos sim e a Cidade não suporta novos hotéis. Não quero desestimular nenhum investidor, mas acho temeroso você inaugurar um empreendimento em Fortaleza nos próximos cinco anos. Nos últimos 12 meses, abrimos três hotéis e outro vai ser inaugurado no final do ano. Em 2015, a média da ocupação em Fortaleza ficou em torno de 68%. Então, a gente tem aí uma defasagem de 32%, que prova que, no momento, o mercado não suporta mais equipamentos novos.

 

OP - Qual o legado que as Olimpíadas trouxeram para o desenvolvimento do turismo no País?

EB - Nas Olimpíadas ficou a imagem positiva do boca a boca - a mais importante - mas faltou uma promoção da Embratur, do Ministério do Turismo, que perderam as suas finalidades e se transformaram em órgãos de cabide de emprego para fins políticos. Temos um potencial enorme de crescer e esse é o momento de tirar proveito. A realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo são a prova de que o setor privado está preparado para receber qualquer evento que venha a ser sediado no Brasil, seja de que porte for.

 

OP - Qual a opinião do setor turístico sobre o Acquario Ceará?

EB - Pesquisas mostram o Acquario Ceará é tão importante como é hoje o Beach Park, que representa um dia a mais do turista em Fortaleza. Vai resgatar a Praia de Iracema, servindo como uma âncora para o turista e para nós, fortalezenses. Não me posiciono contra a concessão do Acquario para a iniciativa privada, acho perfeitamente viável. Nós não fomos procurados ainda, mas acho importante que possamos opinar porque temos expertise, sabemos as necessidades e os caminhos que se devem alcançar.

 

OP - E o que representa para a indústria hoteleira a concessão do Centro de Eventos do Ceará (CEC) para a iniciativa privada?

EB - É preciso debater bastante. O setor gostaria de ser ouvido. Nossa preocupação é que ele perca a sua utilidade fim, que é: realizar feiras, congressos, convenções. O Centro de Eventos de um destino como é Fortaleza não pode ser visto pelo resultado operacional. Em 2015, teve prejuízo de um milhão, mas é muito pouco para o Estado do Ceará, principalmente em relação ao que ele gera de arrecadação de tributos e ao que movimenta na economia. 

 

"A expectativa é que, até o Carnaval, a gente tenha uma melhora, pois o turista de evento, de congresso, tem mais poder aquisitivo"

 


 

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