PECÉM. CRESCIMENTO IMOBILIÁRIO 27/08/2016

O mercado está de olho no Pecém

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Cerca de uma hora é o tempo de viagem entre Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Por lá, de olho nos investimentos oriundos do Complexo do Pecém, várias empresas do setor imobiliário têm apostado suas fichas no potencial habitacional da região. A expectativa da Prefeitura é de que em dez anos, a população de São Gonçalo do Amarante chegue aos 100 mil habitantes, o dobro do número atual.

 

De acordo com André Montenegro, presidente do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE), a região do Pecém é hoje “um novo polo de desenvolvimento, onde, além do complexo portuário, há a expectativa de instalação de várias outras empresas satélites que atraem pessoas”, diz. Esse crescimento no número de pessoas a trabalhar gera, consequentemente, a necessidade de empreendimentos imobiliários, o que atrai as construtoras.


“A tendência é de que toda a região cresça, com novos loteamentos, novas moradias”, afirma o presidente. Com esse potencial mercado em crescimento, a região vai requerer um investimento também do setor público. “Será preciso infraestrutura, saneamento, incentivos, meio ambiente e até mesmo de cartórios, para suprir a quantidade de novos registros imobiliários”, prevê André Montenegro.


O governo municipal tem feito investimentos. O primeiro deles foi a unificação das secretarias de Meio Ambiente e de Infraestrutura, com o objetivo de dar celeridade aos processos de novos empreendimentos, loteamentos e instalação de empresas. “O objetivo é tornar os projetos mais rápidos e menos onerosos para os solicitantes, contudo, os cuidados e exigências para com a parte ambiental seguem os mesmos”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de São Gonçalo do Amarante, Vicente Luis.


Para Arthur de Castro, diretor da Luciano Cavalcante Imóveis - que tem o Cidade Cauype na região - o Pecém é a área do Ceará com maior possibilidade de crescimento “São muitos os investimentos públicos e privados que estão sendo realizados. Além do Porto, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) já é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos que gerarão uma demanda por residências na região”, analisa.


Por acreditar no potencial de crescimento da região, o arquiteto Luiz Carlos Moreira escolheu o município de São Gonçalo do Amarante para fazer seu primeiro investimento no setor imobiliário. Ele adquiriu dois lotes em um empreendimento com o objetivo de obter retorno financeiro em médio prazo, cerca de cinco anos. “Pretendo comprar mais lotes no futuro porque vejo um potencial imobiliário muito grande na região, mas também de um modo geral, com as outras empresas que estão chegando”, conta Luiz.

Primeiro chegam as empresas, depois vêm os funcionários. Essas pessoas não vão querer ficar indo e voltando para Fortaleza para sempre 

 

Luiz Carlos Moreira, arquiteto

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Imóveis para todos os públicos

Conforme Arthur de Castro, os imóveis atendem a diversos públicos, com opções para diversas classes sociais. Ele cita a Cidade Cauype como exemplo, com lotes a partir de R$ 290 mil.

 

A BSPAR também aposta no Pecém, com investimentos em lotes, mirando no investidor que pretende obter retorno em longo prazo. “Para a região do Pecém está vindo muita gente de fora e isso requer moradias já prontas, mas também há aqueles que almejam investir, daí a procura por lotes, onde temos um braço de atuação”, revela Walder Studart, consultor imobiliário da BSPAR.


Na visão dele, a região ainda depende de muitos investimos públicos, como transporte, escolas, hospitais etc. “Muita gente que trabalha por lá mora em Fortaleza e essas pessoas logo, logo vão querer estar mais perto do trabalho. Para que elas possam se mudar, é preciso haver uma estrutura para recebê-las”, diz Walder.


De maneira geral, a expectativa do setor imobiliário é de que a região do Pecém passe por grandes transformações nos próximos anos, com investimentos tanto na parte industrial como em infraestrutura. “Como consequência disso, a região deve receber outros tipos de empreendimentos, como faculdades, hospitais e outros equipamentos destinados a atender os moradores”, prevê Paulo Quinderé, diretor de Incorporação da Construtora Magis que também atua na região. “Acreditamos na grande demanda de residências para atender à necessidade do complexo industrial”.

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