TENDÊNCIA. PRAIAS 23/01/2016

A vocação do mercado imobiliário no litoral

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Beatriz Cavalcante beatrizsantos@opovo.com.br
TATIANA FORTES
Diogo (esq.), Jorge, Michelle e João Fiuza (dir.) representam construtoras que investem no litoral

Focados na vocação turística do Ceará, empresas da construção civil investem em empreendimentos em Aquiraz, Eusébio e Cumbuco. Os atrativos dessas regiões passam pelo lazer, moradia, vocação para o esporte, como o kitesurf, e o potencial desses imóveis como opção de renda fixa.

 

Em entrevista ao O POVO, quatro empresas dizem que esses imóveis, considerados de segunda moradia, viraram primeira escolha, passando de casa de praia para residência. A expectativa é de mais investimento nessas áreas e de um 2016 com mais lançamentos ante o ano passado. É o que contam os entrevistados desta edição: Jorge Chaskelmann, diretor do Aquiraz Riviera; João Fiuza, diretor comercial da Diagonal Engenharia; Michelle Holanda, superintendente comercial de incorporações do Grupo Marquise; e Diogo Milanesi, gerente comercial das construtoras Simpex e Dasart.


OP - Quem é o público dos empreendimentos de segunda moradia no Ceará?

Jorge Chaskelmann- É a família de classe média alta cearense. Mas também tem proprietário imobiliário do Sul, de São Paulo e de outras regiões.

 

Diogo Milanesi - A maioria é cearense, mas não podemos descartar os turistas, todo mundo que vem passar férias no Ceará de dentro do Brasil e de fora. Este compõem um público bem amplo, bem vasto para o Ceará. Tanto que algumas pessoas optam por anunciar não só dentro do Ceará.
Michelle Holanda - A maioria, 90% é realmente de cearenses, mas em também de Manaus, Belém e São Paulo.

 

OP - Há estrangeiros no Cumbuco?

João Fiuza- No VG Sun, 75% são de cearenses e 25% de fora: de outros estados e estrangeiros norte-americano. Estes são mais recentes por causa do dólar.

 

OP - Qual o modelo de investimento dos empreendimentos de segunda moradia?

Jorge - Seguimos um pouco o modelo do investimento como aluguel, em que você vai recuperar parte do investimento. No Aquiraz Riviera tem sido muito bom porque o entorno é superior a 6% / 7% por ano. Expectativa de valorização não é de curto prazo é de de médio. Evidentemente que estamos vivendo crise econômica no Brasil e instabilidade internacional com a queda do petróleo, das bolsas de valores e a situação da China, mas o mundo não vai acabar. Não temos dúvida que vamos voltar a ter momentos de felicidade. Quem apostou no Aquiraz Riviera não vai se arrepender.

 

Diogo - Nos momentos de pico, de alta temporada, é quando você consegue vislumbrar a maior valorização. Tem diárias chegando a R$ 5 mil. É o momento de recuperar o investimento feito.

 

João - Muita gente comprou lá no Cumbuco para investimento em aluguel. Compram para investir no aluguel no longo prazo por causa do executivo. Existe essa demanda por causa do Pecém. Tem também muita gente que comprou no VG Sun atraído pelo kitesurf.


OP - O Ceará tem vocação para o kitesurf. Mas no caso do Aquiraz Riviera, o investimento foi em um campo de golfe, esporte que não é da cultura do Estado. Por quê?

Jorge - No caso do golfe, não faz parte da cultura do Nordeste. No entanto, temos a alegria de bater recorde de frequência. Em dezembro já tivemos mil jogadores de golfe no campo. Temos 150 sócios, com grande apoio da comunidade coreana que vive e trabalha no Cumbuco. E com os apartamentos que já estão ocupados no Aquiraz Riviera, começamos a ter mais residentes que estão ficando interessados pela prática do golfe. O campo do Aquiraz Riviera é tido como um dos melhores profissionais do Brasil.

 

OP - O Cumbuco voltou a ser o centro das atenções. Os senhores pensam em investir ou ampliar os investimentos na região?

João - O Vila Galé Cumbuco está em um terreno de 10 hectares e é um hotel de mais de 500 chaves. Tem muita gente de fora ali e o hotel é all inclusive. Ele vai expandir com mais 60 suítes devido à taxa de ocupação bem alta. Agora, estamos com o VG Sun. Vamos entregar agora em julho. Ele está ancorado ao lado do Vila Galé em um terreno de sete hectares, com 354 apartamentos de 39, 62 e 99 m², e bangalôs de 70 e 140 m². Também estamos trazendo para o Cumbuco o Cafe de La Musique Boutique Hotel. Uma espécie de beach club. As obras estão a todo vapor.

 

OP - No caso da Simpex, o investimento agora é na parceria com a Dasart. Como ela vai funcionar?

Diogo - Viemos agora com uma nova iniciativa que é trazer a Dasart, que é uma nova marca com produtos inovadores, pensados para atender a novas demandas do público cearense, trazendo novidades que vêm do mundo afora. As casas do Eusébio continuarão Simpex e a Dasart vai focar em empreendimentos verticais. Hoje, estamos com as últimas sete unidades do Parque das Ilhas, próximo ao Beach Park. Um empreendimento concebido para receber pessoas, com restaurante que atende na piscina e no apartamento. Tem três piscinas: para relaxar, esportiva e para crianças. Tem toboágua, tirolesa, quadra de squash, futebol e basquete.

 

OP - Quem também está perto do Beach Park é a Marquise. Como analisam a concorrência na região?

Michelle - O Mandara (empreendimento da Marquise) atendeu ao conceito inicial de se transformar em local de destino. Hoje ele tem dois empreendimentos: Landai e Kauai. Um tem 90 mil m² de área e outro 85 mil m². Na época dos primeiros lançamentos, existia demanda reprimida no Porto das Dunas e vendemos em velocidade recorde. Com outros lançamentos, o mercado aqueceu mais ainda na região.

 

OP - Qual a expectativa para o ano de 2016?

Michelle - Já estamos muito otimistas, porque começamos batendo meta. Teremos três lançamentos, um em março, julho e outubro. Para o Beach Fest (evento de venda de imóveis de segunda moradia, no Iguatemi, até 29 de janeiro) a expectativa é comercializar entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões.

 

João - Temos três empreendimentos para lançar, totalizando R$ 300 milhões.

Diogo - Temos três lançamentos para esse ano também. 2015 foi muito importante também, porque foi um ano de grande crescimento para a Simpex e o lançamento da Dasart. Para 2016, são lançamentos na ordem de R$ 100 milhões.

 

Jorge - Vamos ter um ano mais tranquilo, mais consolidado. Acredito que o Aquiraz Riviera vai se tornar primeira residência. Fortaleza está crescendo para fora.

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