MERCADO. PERFIL DO IMÓVEL X BAIRRO 02/01/2016

Que imóvel comprar com R$ 400 mil, R$ 600 mil e R$ 1 milhão

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Irna Cavalcante irnacavalcante@opovo.com.br
TATIANA FORTES
Na tradicional Aldeota, já não há unidades novas por R$ 400 mil. Com R$ 600 mil, compra-se apartamentos de dois ou três quartos

Comprar um imóvel. Seja para morar ou para fazer renda, este tem sido mais do que um sonho de consumo dos brasileiros, uma opção de investimento seguro em tempos de crise. Mas, antes de comprar é preciso planejar. E algumas perguntas são fundamentais. Quanto você pode gastar? Qual o perfil do imóvel desejado? E em qual bairro você pretende morar?

 

O POVO dá uma ajudinha na conciliação das respostas. Especialistas apontam o que é possível comprar em diferentes áreas da cidade dentro de três faixas de preço: R$ 400 mil, R$ 600 mil ou R$ 1 milhão. Vale frisar, no entanto, que localização e tamanho não são os únicos determinantes nos valores, que também consideram itens como equipamentos do condomínio e qualidade do acabamento.

 

Praia de Iracema/ Meireles

São bairros tidos como os mais nobres da cidade, com infraestrutura urbana completa, vários serviços disponíveis e com muita procura. Por outro lado, por estar no meio do centro urbano, são os que mais sofrem com problemas típicos das grandes cidades como engarrafamentos e falta de estacionamento.

 

A falta de grandes áreas disponíveis para novas construções também faz com que o metro quadrado seja mais caro nestes locais. Em média, R$ 10 mil. Mas, dependendo da localização, esta conta pode subir rapidamente. Um apartamento na Beira-Mar, por exemplo, o metro quadrado alcança fácil a marca de R$ 25 mil. “É o preço que se paga por ter uma vista privilegiada do mar”, afirmou o sócio e diretor da Lopes Immobilis, Ricardo Bezerra.


Ele explica que nestes bairros já quase não há apartamentos novos na faixa de R$ 400 mil. Mas os que têm costumam ter, em média, entre 40m² a 50 m², com um ou dois quartos e uma vaga.


Já com R$ 600 mil é possível encontrar apartamentos entre 60m² a 70 m², de dois a três quartos, duas vagas de garagem, e de dois a três banheiros. Na faixa de R$ 1 milhão, a área interna costuma ter entre 100 a 120 m², três quartos, geralmente com duas suítes; mais a dependência de empregada; entre duas a três vagas de garagem; e um padrão construtivo mais sofisticado. Nestes dois perfis, as ofertas são mais frequentes.

 

Aldeota

A dificuldade de encontrar terrenos disponíveis faz com que os novos prédios sejam erguidos em uma área menor. Tem infraestrutura urbana completa, muitos serviços e movimentação intensa. O metro quadrado está entre R$ 7,5 mil e R$ 10 mil.

 

“A Aldeota é tradição”, afirmou o gerente de vendas da Alessandro Belchior, Ângelo Salvador.


Ele explica que já não se encontram novos empreendimentos na faixa de R$ 400 mil no bairro. Com R$ 600 mil, em média, existem opções de apartamentos, entre 70 a 85 m², com dois a três quartos, e área de lazer completa.


Na faixa de R$ 1 milhão, os apartamentos costumam ter 120 m2, três suítes, três vagas de garagem e padrão construtivo sofisticado. “Nesta faixa, existem apartamentos novos, alguns prontos e outros para serem entregues”, afirmou.

 

Guararapes

Os especialistas no mercado imobiliário de Fortaleza são unânimes em afirmar que a área do Guararapes é uma das que mais vem se valorizando nos últimos anos. O forte desenvolvimento do bairro, impulsionado por novos equipamentos públicos e privados instalados no local, fez com que o metro quadrado gire, hoje, em torno de R$ 6,5 mil a R$ 9 mil.

 

Assim como no Meireles, lá também quase já não é possível encontrar novos empreendimentos na faixa de R$ 400 mil, que costumar tem entre 60 e 70 m², com dois a três quartos, dois banheiros e entre duas a três vagas de garagem. Mas têm muitas opções de apartamentos na faixa de R$ 600 mil, com 75m² e 80m², três quartos, com suítes, duas vagas de garagem. Na faixa de R$ 1 milhão, é possível encontrar, com certa facilidade, apartamentos de 120 m², três suítes, mais vagas de garagem, dentre outras comodidades.


Ângelo Salvador explica que hoje praticamente todos os novos empreendimentos construídos em Fortaleza, independente da metragem interna, já vêm com área condominial completa, com estrutura de lazer, academia, piscina, dentre outros itens. Mas em bairros como o de Guararapes, onde ainda se encontra terrenos maiores disponíveis, estes espaços comuns costumam ser mais amplos do que em prédios na Aldeota ou Meireles, por exemplo. “O bairro tem oferta e está sendo valorizado”.

 

Cocó

Já era uma área valorizada por conta proximidade com o Parque, mas assim como no Guararapes, também vem sentindo forte valorização nos últimos anos e concentrando boa parte dos lançamentos imobiliários. O metro quadrado gira em torno de R$ 7,5 mil e R$ 9 mil, mas tem empreendimentos com metro quadrado a R$10 mil.

 

Predominam apartamentos com áreas internas um pouco maiores, por conta disso, os especialistas dizem que não se encontra novos apartamentos na faixa de R$ 400 mil. Os de R$600 mil, entre 70 a 80 m², têm normalmente de dois a três quartos, com suíte, dois banheiros, duas vagas de garagem.


Também são várias as opções de apartamentos na faixa de R$ 1 milhão, com 130 m² em diante. Neste tipo, costumam ter três suítes, duas a três vagas de garagem, e dependência de empregada.

 

Cidade dos Funcionários

É considerado um bairro em ascensão, com infraestrutura satisfatória, boa rede de serviços e que tem atraído o público, sobretudo o da classe média, explica Ricardo Bezerra. Um perfil parecido ao de bairros como Sapiranga e Cambeba. O metro quadrado na Cidade dos Funcionários gira em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil.

 

“Em Fortaleza, como em toda metrópole, ocorreu um fenômeno natural de descentralização. Antigamente, você chegava aqui e tudo era Aldeota. Mas, com o desenvolvimento da Cidade, os empreendimentos como shoppings também foram para outras áreas. Com isso, também ocorreu a descentralização dos empreendimentos residenciais. Por conta do gabarito permitido na área, o predomínio é de casas e os prédios são baixos.


Com R$ 400 mil, é possível comprar apartamentos de 70 a 80 m², com dois a três quartos, de dois a três banheiros e até duas vagas de garagem.


Imóveis de R$ 600 mil ou de R$ 1 milhão são raros. “Só se for a cobertura, que vira duplex, aí vai para mais de R$ 1 milhão. Mas é muito difícil encontrar apartamento-tipo fora do padrão de 70m² a 80m²”.

 

Passaré/ Maraponga/ Parangaba

A prevalência nestes bairros também é de casas. Mas a verticalização existe e vem aumentando nos últimos anos, impulsionados pelos equipamentos que estão se instalando nestes locais. Possuem uma linha mais popular de empreendimentos. O metro quadrado é estimado entre R$ 3,5 mil e R$ 4,5 mil.

 

Ricardo Bezerra afirma que o padrão de apartamentos nestas áreas gira em torno de 50m² a 60 m², com dois a três quartos, cozinha americana, vaga de garagem. Mas existem, em menor frequência, apartamentos maiores, com mais de 100 m².


Ele diz que nestas áreas muitos prédios são ofertados sem elevador, o que barateia o custo final do imóvel. Mas, os novos empreendimentos, em geral, possuem uma área condominial mais ampla. E assim, como na Cidade dos Funcionários, vem chamando atenção do público consumidor.

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