ANÁLISE. MERCADO 21/11/2015

Imóveis: o que esperar de 2016

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Nathália Bernardo nathaliab@opovo.com.br
CAMILA DE ALMEIDA
EXPECTATIVA DO mercado é que 2016 seja um pouco melhor que 2015

 

Depois de um ano de instabilidade econômica e política no Brasil, 2016 acena com esperança para alguns setores. É o caso do mercado imobiliário cearense. Apesar da expectativa positiva, também não há euforia.


É o que diz José Carlos Gama, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). Segundo ele, 2016 não será um ano fácil, mas deve ser um pouco melhor que o atual. Ele explica citando dados de 2015, para o qual projeta queda de 15% nas vendas e 50% no número de lançamentos com relação a 2014.


Apesar dos números negativos, ele ressalta que o equilíbrio no mercado cearense se mantém. Já que o menor volume de vendas é acompanhado por um número de menor de lançamentos. Isso impede queda nos preços e a tão falada bolha imobiliária. E o comportamento das construtoras deve se manter assim, pelo menos, se os conselhos do Sinduscon forem seguidos. “As empresas têm que analisar antes de lançar, fazer pesquisa, olhar a demanda”.


Esperança também é palavra usada por Sérgio Porto, presidente do Sindicato da Habitação do Ceará (Secovi-CE), principalmente sobre questões relacionadas ao governo. “Estamos muito esperançosos que o Governo atenda às reivindicações do mercado e volte a dar facilidade para o financiamento, que é fundamental”.


Ele explica que o mercado imobiliário é muito suscetível às variações na concessão de crédito, que está mais caro e mais restrito. “Nosso tipo de financiamento é de 30 ou 35 anos, o que é muito para as próprias incorporadoras”.


De acordo com o Apollo Scherer, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), o mercado de 2016 será de equilíbrio no âmbito das vendas, em relação a outras praças do País. Isso se deve a estabilização do volume de lançamentos neste ano. “2015 tem se apresentado como um ano de vendas. 2016 será de mais equilíbrio, dado que as construtoras devem ofertar condições e preços mais em conta”.


Apesar das incertezas da macroeconomia para 2016, Ricardo Coimbra, mestre em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), diz que o preço de tabela das construtoras se mantém represado, não sendo repassado para o comprador. A característica pode favorecer a compra do imóvel. “Os preços continuarão represados no ano que vem. Se não fizer, as construtoras terão impacto no ritmo de comercialização dos imóveis”. (colaborou Átila Varela)

 

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