ENTREVISTA. RONALDO HORN BARBOSA 05/09/2015

A construção de 35 anos

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Artumira Dutra artumira@opovo.com.br
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A Colmeia comemora neste mês 35 anos de atividade como incorporadora e construtora. Nesse período contabiliza 140 projetos residenciais, corporativos e industriais entregues, além de shoppings, resorts e flats. Ao todo, foram 2,5 milhões de metros quadrados (m2) de área construída, o que representa quase 20 mil unidades e o custo de todas as obras em andamento – 25 empreendimentos - somam R$ 800 milhões. A marca foi celebrada com show de Ivan Lins na último dia 28 de agosto.

Fundada pelo engenheiro civil Ronaldo Barbosa que ao longo de 25 anos solidificou a empresa e a expandiu para Manaus (AM) e Campinas (SP), a Colmeia hoje é comandada pelo filho Ronaldo Horn Barbosa, 33, que assumiu a direção financeira da empresa dez anos após a morte do pai. Ele tem ao lado o sócio, Otacílio Valente, diretor presidente da empresa.


Além do nome, o jovem empresário herdou do pai o gosto pela engenharia civil, pelos negócios e a decisão de primar pela qualidade no que faz para ser o melhor. Defensor das melhores práticas corporativas, na entrevista a seguir fala sobre mercado imobiliário e o atual momento político-econômico que o Brasil enfrenta, dentre outros assuntos. Otimista assumido diz não ter dúvida de que o País sairá melhor da crise. “Na vida eu acho que, às vezes, fatos ruins podem servir de inspiração para você ser melhor”.


OPOVO - Qual sua avaliação do mercado imobiliário hoje?

Ronaldo Horn Barbosa - O comprador está inibido de exercer o seu desejo de consumir por conta da realidade política que hoje estamos passando. Sem saber o que vai acontecer ele posterga sua decisão. E esse comportamento tem um reflexo muito grande para nós incorporadores, que precisamos comercializar as nossas unidades para construir os empreendimentos.

OP- Quantos empreendimentos a Colmeia tem em construção?

Ronaldo – São 25 empreendimentos, 3.300 unidades entre apartamentos e salas comerciais. E tenho terrenos que proporcionarão a construção de mais de 2.500 unidades.

OP – Como a Colmeia escolhe seus projetos?

Ronaldo - A gente faz pesquisa. Com isso a gente fica sabendo que tipo de produto o mercado está demandando. Por exemplo, unidades de dois quartos. Então a gente procura terrenos em bairros que os compradores prefiram. Essa pesquisa tanto pode ser contratada com empresas especializadas ou imobiliárias locais que conhecem o mercado.


OP - Por que a Colmeia nunca abriu capital?

Ronaldo - Nós buscamos melhorar como somos. Ir para a bolsa implicaria, talvez, em triplicarmos ou quadruplicarmos de tamanho e isso teria que mudar um pouco da nossa estrutura organizacional. Para se ter uma ideia, com todo esse nosso tamanho só temos dois diretores, que sou eu e o meu sócio (Otacílio Valente). Eu sou diretor financeiro e o Otacílio diretor-presidente. Empresas muito menores chegam a ter quatro, cinco diretores. Dividimos todas as atividades entre nós dois. Se a gente quisesse ir para a bolsa, teríamos que contratar mais diretores, precisaríamos ter outra estrutura, o que não está dentro dos objetivos.

OP – O senhor assumiu a diretoria financeira da Colmeia com 23 anos. Como foi isso?

Ronaldo – Apesar do nome da minha função ser diretor financeiro, sou responsável pelo jurídico, pelo setor de vendas, pelo administrativo, Recursos Humanos, Contabilidade etc .

OP – Quais os projetos para este ano?

Ronaldo – A gente só está lançando projetos sobre os quais temos a certeza da viabilidade comercial. Os que temos incerteza a gente preferimos segurar para um melhor momento da economia. Mas teremos um grande lançamento em Fortaleza em novembro. Em Manaus, vamos fazer um grande lançamento agora em setembro em que eu já tenho fila de espera. Em dezembro teremos outro em Campinas. Os terrenos em que tenho projeto aprovado vou segurar para lançar em 2016 quando a economia melhorar.


OP – Serão quantos empreendimentos?

Ronaldo - Eu tenho a capacidade de lançar até nove projetos. Mas nós iremos segurá-los e apenas lançar se a economia melhorar. Caso contrário, a gente segura e leva para 2017. Pode ser que dos nove só lance três, quatro. À medida em que a economia for melhorando a gente vai pesquisando e os empreendimentos que se tornarem viáveis eu lanço. Os que não forem eu seguro para não expor a empresa à responsabilidade de construir sem estar vendido.

OP – Quais são as práticas empresariais que o senhor segue?

Ronaldo – Dentro da empresa nós temos a filosofia da meritocracia onde premiamos os gestores de cada área. Temos uma auditoria externa permanente. Somos uma empresa S/A com publicação de demonstrações financeiras e possuímos diversos comitês internos. Dentre eles, de redução de despesas e controle orçamentário.

OP – O senhor se considera otimista ou pessimista? Em relação ao futuro, o que o senhor espera?

Ronaldo – Sou um otimista. Acho que às vezes é preciso um fato ruim acontecer para que isso sirva de motivação para melhorar. O problema que estamos enfrentando na política e na economia pode ser uma mola propulsora para que a gente possa ter um salto, para que a gente progrida para outro patamar.

OP – O senhor acha que o Brasil vai sair melhor dessa crise?

Ronaldo – Acho que sim. Eu sinto isso por experiência própria. Perdi meu pai aos 13 anos. Foi um fato trágico, ele foi assassinado, não foi uma doença. Mas esse fato trágico me deu musculatura, me deu força para, hoje, eu muito jovem ter conseguido ser um homem responsável e maduro. Não sei se sem a perda dele eu teria sido tão maduro e responsável como eu fui e sou. Na vida, acho que, às vezes, fatos ruins podem servir de inspiração para você ser melhor. Eu acho que os escândalos de corrupção na política podem servir de inspiração para uma nova classe de políticos. Eu sou sempre otimista e positivo nisso.

Multimídia

Leia a íntegra da entrevista em

http://bit.ly/1LOZ093

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