MERCADO. PREÇOS 22/08/2015

Quanto você vai pagar no aluguel

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Anderson Cid andresongurgel@opovo.com.br
Foto: Camila de Almeida
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A diferença de preço entre o aluguel e a prestação de um financiamento imobiliário pode ser o grande fator em favor da locação. Ainda mais no cenário atual, de desaceleração dos preços dos alugueis. Entretanto, antes de fazer esta opção, o consumidor também deve observar a inflação, principalmente a medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que serve de base para reajuste da maior parte dos contratos de locação.

Segundo pesquisa do FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço do aluguel de imóveis no Brasil sofreu queda nominal de 0,57% em junho deste ano em comparação com junho do ano passado. A variação nos preços de aluguel já vinha, desde o início do ano, sofrendo queda real, ou seja, tendo aumento menor do que o da inflação. A pesquisa não tem dados locais, mas a desaceleração é menos intensa em Fortaleza.


Já o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou nos primeiros dez dias de agosto uma variação de 7,36% em relação ao mesmo período de 2014. Esse resultado representa quase o dobro do apurado em janeiro deste ano, quando o índice registrava 3,96%.


Érico Veras Marques, pesquisador da área de finanças pessoais e comportamentais da Universidade Federal do Ceará (UFC), lembra que os contratos podem prever renovação automática com atualização a partir do IGP-M. Mas também é possível reajuste diferente, como no caso de término do contrato antigo.


Um bom meio para garantir que o aumento do preço do aluguel não irá extrapolar o orçamento é ler atentamente o contrato de aluguel: o que vale é o que foi definido previamente. Além disso, recomenda-se ficar atento às variações do IGP-M.


Negociação

Muitas vezes, a solução também pode vir em forma de negociação dos valores cobrados. “Todo contrato é passível de negociação, basta as partes quererem”, comenta Érico. Ele lembra que, se por um lado o morador toma a iniciativa de negociar, o proprietário também tem o que perder: “Imagine um inquilino que está morando há anos e corre o risco de ter que deixar o imóvel. O IGP-M veio em 10%, o aluguel era R$ 900 e subiu para quase mil. Quer fechar em R$ 950. Você vai deixar de alugar?”

No caso de Juliana Diógenes, psicóloga e professora, foi necessário mudar-se do antigo imóvel quando o proprietário passou a cobrar aluguel R$ 300 mais caro do que era antes. “Acabei me mudando, porque não achei justo o preço, que estava cobrando mais ou menos o que eu pago hoje em um imóvel bem melhor”. Juliana comenta, ainda, que tentou negociar o preço com o proprietário, mas não obteve sucesso.


Talita Maia, gerente de projetos, também precisou se mudar devido a reajustes de valores muito altos. Nesse caso, porém, foi por causa de um modelo diferente de reajuste do que aquele que obedece o IGP-M, onde, em vez de aumentar uma parcela fixa do valor original, adiciona-se um valor fixo anualmente.


Talita sempre tenta negociar o valor com o proprietário, e normalmente tem sucesso. No imóvel em que reside atualmente, já chegou a conseguir deixar o valor 25% menor do que o previsto. “Normalmente, dá para encontrar o meio termo entre os interesses do proprietário e os do inquilino”.

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