ADAPTAÇÃO. PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA 29/04/2015

O mercado imobiliário pelo olhar de um cadeirante

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Ex-triatleta, Emerson Damasceno ficou paraplégico e teve que adaptar-se a outra realidade
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Março de 2014. Esse foi o mês em que o advogado Emerson Damasceno foi atropelado, enquanto treinava para a competição Iroman, e ficou paraplégico. Diante da nova realidade, percebeu que o mundo e o mercado imobiliário tinham que evoluir para atender suas necessidades e de todos que tinham dificuldade em se locomover em meio a tantas barreiras: calçadas sem rampas, buracos e, ainda, falta de educação de quem não respeita uma vaga para deficiente, por exemplo.

 

Para se ter uma ideia, assim que começou a andar de cadeira de rodas, Emerson teve que utilizar a entrada de visitantes para adentrar ao edifício onde morava. “A questão da acessibilidade deveria ser colocada como obrigatória e o mercado em si não apresenta muitas condições, ainda, de atender a essa demanda”, relata.


Por isso, ele teve que comprar um novo apartamento, menor, em que pudesse fazer as adaptações que queria sem muito custo. “O apartamento atual já é bem acessível. Talvez tenha gastado 5% a mais para adaptá-lo”.


Felipe Brito, diretor técnico da C.Rolim, reforça a opinião de Emerson. “Achamos que o mercado como um todo precisa focar um pouco mais em acessibilidade nos empreendimentos”, diz.


Já Paulo Angelim, sócio-diretor da Viva Imóveis, ressalta ainda o papel da regulamentação das normas. “As construtoras só fazem aquilo que está dentro do limite das normas. Elas têm um papel importante”, conclui. (Beatriz Cavalcante)

 

10 DICAS PARA ADAPTAR


1. Providenciar rampas e o nivelamento de pisos, com antiderrapantes. Elimine tapetes da casa


2. Uma rampa apropriada para cadeirante deve ter cerca de 8% de inclinação


3. Os corredores devem ser largos (cerca de 1,50 m) e com barras para a locomoção de pessoas com deficiência, tanto nas áreas comuns como no espaço interno do apartamento


4. As portas devem ser mais largas – 90 cm no mínimo. O peitoril de janela pode baixar para 70 cm de altura para cadeirantes, mas não é ideal para idosos ou crianças


5. Portas e janelas devem ter maçanetas e puxadores especiais para o caso de a pessoa não ter braços ou mãos com atividade plena. Para cadeirante, aconselha-se proteção metálica na parte inferior das portas para possíveis da cadeira na porta


6. Móveis devem ter cantos arredondados. O ideal são portas e correr, pois ocupam menos espaço e são mais práticas, em especial para os cadeirantes


7. Tomadas e interruptores devem estar na altura adequada para o portador de deficiência alcançá-los. O ideal é fazer o projeto personalizado. Controles, botões, teclas e similares devem ser acionados através de pressão ou de alavanca.


8. No banheiro, piso antiderrapante e barras de apoio. As barras devem ser inteiramente de aço inox, incluindo suportes e parafusos de fixação sextavados e devem ter empunhadura correta para evitar que a pessoa prenda o braço entre a alça e a parede


9. Na cozinha, as pias devem possuir altura de no máximo 85 centímetros, com altura livre de, no mínimo, 73 centímetros. Bancada posicionada no centro da cozinha confere praticidade. Utilizar fogões e fornos elétricos


10. Se a pessoa tiver algum tipo de acuidade visual ou for cega, utilizar materiais com contrastes de cores e textura para alertar sobre a presença de degraus ou qualquer outra alteração no piso. Também usar texturas nas paredes. Evitar revestimentos ásperos


Fonte: ABNT

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