HUGO ROSA. PERSPECTIVAS PARA CONSTRUÇÃO 18/03/2015

Quais as perspectivas para uma construção com mais inovação?

O lugar onde a obra enxuta (sem resíduos), está mais avançada é exatamente aqui no Ceará. É o lugar onde tem mais empresas com o conceito Lean Construction (construção limpa)
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ZEROSA FILHO/SINDUSCON
HUGO ROSA. ministrou palestra na última semana sobre os desafios e as oportunidades da inovação na construção civil
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A construção civil, principalmente nessa área de edificações, tem muito artesanato. As coisas acontecem na obra e dependem da habilidade dos trabalhadores. É assim que o engenheiro Hugo Rosa, conselheiro do Green Building Council (GBC) e presidente e sócio-fundador da empresa Método Engenharia, descreve como o mercado imobiliário precisa de inovação tecnológica para conseguir maior produtividade, em entrevista exclusiva ao O POVO.

 

E o Ceará é um dos estados que está correndo atrás dessas inovações e já começa a trazer resultados. “O lugar onde a obra enxuta (sem resíduos), está mais avançada é exatamente aqui no Ceará. É onde tem mais empresas com o conceito Lean Construction (construção limpa). E é quando a gente industrializa é que a gente reduz o resíduo”, diz o engenheiro, que veio a Fortaleza ministrar a palestra “Inovação e desenvolvimento Tecnológico na Construção Civil: desafios e oportunidades”, promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE).


Para uma obra limpa, a industrialização também deve estar desde o nascimento do projeto. Para Rosa, as falhas contidas na hora de planejar uma construção é que levam ao aumento de resíduos. “Uma grande parte desse desperdício nasce na concepção da estrutura. Então uma coisa que nós defendemos há muito tempo é fazer estrutura com laje plana, sem recorte, mais espessa, mas com economia na forma. Você ganha muito mais produtividade e te uma obra limpa”.


O valor de inovações tecnológicas pode ser até mais alto, mas são as economias com resíduos, menos mão de obra, entre outros, que compensam sua utilização. Por exemplo, diz, quando você faz uma parede de dry wall, ela não é mais barata que uma de alvenaria, mas a qualidade é maior. Então, economiza-se na infraestrutura e a obra acaba ficando pronta antes, o que agrega valor a ela. ”Uma obra pode ser mais cara, mas se ela ficar pronta antes, já começa a render para o proprietário mais cedo.


Tecnologias

Ao comparar o que já é realizado no mundo com o Brasil, Rosa enfatiza que ainda estamos longe de chegar no que ele vê no exterior, mas que já é possível utilizar algumas tecnologias, diminuindo o tempo de uma construção em até 30%. Com o uso das fachadas unitizadas, seja de vidro, mármore, porcelanato, a montagem da estrutura fica parecida com a de uma peça de lego e esse tempo reduzido é alcançado. “Você pode reduzir também se fizer uma obra com estrutura mista de aço e concreto. As dimensões são muito mais rigorosas, mas a construção é mais limpa”, exemplifica.


Mudanças

Rosa já viu pelo mundo construções que chegam a níveis de velocidade muito altos. Em Xangai (China), por exemplo, uma torre de habitação com 57 andares e 800 habitações foi concluída em 19 dias. No Brasil, ele prospecta não ser possível, mas há mudanças na forma de construção que podem otimizar o tempo das edificações, como fazer antes tudo aquilo que puder ser feito fora do canteiro de obras. (Beatriz Cavalcante)
 

SAIBA MAIS


LEED. Como conselheiro do GBC, Hugo Rosa diz que o selo LEED, que certifica uma obra sustentável antes durante e depois da construção, é um dos mais procurados pelo mercado imobiliário

 

ENERGIA. A economia de energia é a maior preocupação das empresas ao realizar inovações tecnológicas sustentáveis

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