PERFIL. IMÓVEIS 25/02/2015

O perfil dos apartamentos para universitários

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TATIANA FORTES
O servidor Paulo Victor mora em um imóvel de 110 m², adquirido quando veio estudar na Capital
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Antes mesmo da aprovação no vestibular dos filhos chegar, o pai e os dois tios de Thiago Aragão, 23, naturais de Tianguá, a 335,8 km da Capital, já tinham a preocupação de onde a nova geração iria morar em Fortaleza. Por isso, investiram juntos, em 2003, na compra de um apartamento que pudesse ser a moradia quando chegasse a época da universidade.

 

Apesar da expansão do nível superior em municípios do Interior cearense, vir para estudar em Fortaleza ainda é frequente. Primeiro, em 2010, chegaram Thiago e um primo para estudar agronomia na Universidade Federal do Ceará (UFC). Depois, outras duas primas também fizeram a mudança.


Os quatro dividem um apartamento de 64 metros quadrados (m²) no bairro Monte Castelo, próximo da avenida Bezerra de Menezes, de onde facilmente se deslocam para o Campus do Pici. São três quartos - sendo uma suíte, banheiro, sala, área de serviço e cozinha; tamanho que Thiago julga suficiente. “Casa grande dá trabalho para limpar e a gente passa o dia na faculdade”, pondera.


O jovem só diz sentir falta de um espaço próprio para estudos. “Os períodos de prova não batem, aí complica quando um quer ver TV e outro quer estudar”. Como o foco é o estudo, o futuro agrônomo avalia que prédios para estudantes não carecem de estrutura completa de lazer.


“Quanto mais lazer, mais caro seria manter. Conheço pessoas que estão vindo e encontram dificuldade”, opina o estudante.


Escolha

“Quem vem do interior tem uma certa dificuldade financeira, porque tem que se manter, pagar transporte. Por isso esses apartamentos que são próximos das universidades são mais procurados”, destaca Thiago.

 

De Juazeiro do Norte, na região do Cariri, os pais do servidor público Paulo Victor Santana, 26, encontraram impasse na hora de adquirir apartamento para os filhos virem cursar o ensino médio em Fortaleza. “Eles iam comprar um, mas depois não deu certo e demoraram para achar um que atendesse aos requisitos e que fosse acessível”, recorda.


O espaço eleito foi um imóvel de 110 m², na Aldeota, próximo ao Centro, adquirido em 2000. Como os quatro filhos não ocuparam o apartamento simultaneamente, a família alugava quartos para outras pessoas de Juazeiro. “Ele funcionou como uma república” lembra o servidor público.


Paulo Victor cursou Direito na UFC, mas veio estudar em Fortaleza antes da graduação. “A prioridade era que fosse um lugar central para a gente se deslocar com facilidade, com transporte público, porque a gente não ia poder dirigir, e com facilidades próximas, como supermercado”.


O aluguel de um quarto em uma casa próxima à universidade foi a alternativa encontrada pela família da estudante de Odontologia da Unifor, Pedryna Veras, 22, que antes de vir de Barroquinha, a 413,3 km da Capital, morou na casa de parentes.


A proximidade da faculdade foi um dos critérios que mais pesou na escolha da família. “Pela comodidade, segurança. Também o preço, porque a dificuldade de se manter aqui é grande. Temos outras despesas. Não é nada fácil sairmos do interior, das casas dos nossos pais”. (Viviane Sobral)


FATORES RELEVANTES

NA ESCOLHA


Investimento

Não basta ser um bom lugar, tem que ser acessível. O preço do imóvel é importante porque a família vai ter outros custos e despesas para manter um filho em outra cidade.

 

Localização

A preocupação é com a segurança. Ser um bairro próximo de onde vai estudar garante comodidade. A proximidade com outros serviços, como supermercado e farmácia, também atrai atenção.

 

Transporte público

Quem vem para estudar muitas vezes sequer tem idade para dirigir. Quando o empreendimento imobiliário está em uma região bem servida de transporte público, é garantia de tranquilidade para os pais e de facilidade para os filhos.

 

Tamanho

A depender de quantas pessoas vão ocupar o imóvel, um quarto pode ser suficiente. Melhor ainda se comportar um espaço específico para estudo. Não pode faltar o básico, como área de serviço. Área de lazer é item secundário, e pior ainda se os equipamentos encarecerem o investimento.

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