ENTREVISTA. ANANIAS GRANJA 18/02/2015

Ananias Granja conta como foram os 30 anos de Engexata

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Beatriz Cavalcante beatrizsantos@opovo.com.br
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Foi em 9 de março de 1985 que Ananias Granja, juntamente com seu sócio, João Ribeiro Barroso, fundou a Engexata Engenharia. Trabalhando, no início, apenas com obras públicas, a empresa entrou no ramo da incorporação 15 anos após seu nascimento, com empreendimentos compactos voltados para as classes A e B. Como investidor que é, Ananias está construindo quatro obras e inicia mais quatro ainda este ano. Com Valor Geral de Vendas (VGV) declarado de R$ 400 milhões para este primeiro semestre, o engenheiro civil foca nos bairros nobres da Cidade.

 

O POVO - A Engexata trabalha nos ramos de incorporação e obras públicas, quando foi que o senhor iniciou em cada um?

Ananias Granja - Foram 30 anos de infraestrutura e 15 anos de incorporação. Mas a empresa está fazendo 30 anos e ainda continua na mesma rua, com o mesmo telefone, o mesmo CNPJ.

 

OP - Quais as diferenças no mercado de incorporação nesses 15 anos?

Ananias - O mercado amadureceu muito, antes vendia-se sem incorporação, somente com alvará e, muitas vezes, até sem alvará. Na parte legal houve um amadurecimento muito grande e também na parte de comercialização, porque houve uma profissionalização. Antes, o corretor e as imobiliárias eram vistos de uma forma bastante equivocada. Então, o pessoal se reciclou e treinou de tal sorte que está muito profissional essa relação de cliente, incorporadoras e imobiliárias.

 

OP - Como a Engexata atuou nesses 30 anos na parte de obras públicas?

Ananias - Fizemos obras públicas em 12 estados dos 27 estados do Brasil, dos quais a gente destaca com mais ênfase a região Norte: Rondônia, Pará, Acre, Roraima; e também fomos ao Rio de Janeiro e São Paulo. Mas, de uma forma mais concentrada fizemos aqui no Estado do Ceará.

 

OP - Quantos canteiros de obras vocês têm hoje?

Ananias - Nós temos 4 obras em andamento e no mês de fevereiro iniciamos mais 3 torres, todas classes A e B. As obras em andamento são o residencial Edifício João Cordeiro, na Aldeota, com previsão para dezembro de 2015 e 190 apartamentos; temos a Alameda Cocó, com 40 apartamentos, no Cocó, com previsão para dezembro de 2016; o Residencial Galileia, próximo à Unifor, que são 129 apartamentos para dezembro de 2016; o Residencial Guararapes, a duas quadras do Iguatemi, com 126 apartamentos para junho de 2017.

 

OP - Quais iniciam neste mês?

Ananias - Começamos neste mês o Residencial Vicente Linhares, com 80 apartamentos de 90 metros quadrados; o Fortaleza Sul Residence I II e III, que são 3 torres com 608 apartamentos, ao lado do Fórum e da Unifor, com unidades de 30 a 70 m². Estamos iniciando as fundações do Vicente Linhares e do Fortaleza Sul I II e III. Para o segundo semestre teremos o Aguanambi e o Aquárius. Nossas construções demoram cerca de 36 meses.

 

OP - Vocês estão começando o ano bem apesar das dificuldades na nossa economia...

Ananias - Os nossos últimos 10 anos foram excelentes, apesar do ano passado ter sido difícil. Ano passado a economia ficou muito fragilizada. Esse ano, a gente vai trabalhar com muita cautela. Mas estamos conseguindo atingir nossos objetivos de venda.

 

OP - E a maioria das vendas da Engexata é por meio do programa Troca-troca?

Ananias - O Troca-troca é uma ferramenta excelente de negociação. As pessoas quando queriam comprar um imóvel novo, quando o encontravam, se deparavam com um problema: ainda iam vender o imóvel delas. E geralmente essa venda levava de 3 a 6 meses. Então, a gente recebe o imóvel dessa pessoa, que ela já se muda de imediato. Quem vai se preocupar com a venda desse imóvel é a Engexata. Você quer fazer um upgrade, quer passar de um apartamento de 200 m² para um de 400m²? Você dá o seu de entrada e nós vamos financiar a outra diferença para você. Ou, então, você contrai um financiamento bancário.

 

OP - Em quais regiões que mais se valorizam vocês estão?

Ananias - Guararapes é uma delas. É o foco atual. Eu diria que Praia de Iracema, Aldeota e Meireles nunca vão perder o seu charme, a sua valorização. Porque é uma área realmente muito nobre, é uma área que tem tudo do bom e do melhor da Cidade. Agora, em função da falta de terreno, estão se criando outras áreas tão nobres quanto.

 

OP - Como é feita a pesquisa de mercado para avaliar onde serão implantados os empreendimentos?

Ananias - Temos uma pesquisa interna que diz que existem cerca de 4 mil interessados no Guararapes, por exemplo, principalmente do interior do Estado, das classes AB, que virão estudar daqui a 3 ou 4 anos em Fortaleza. Em função dessa pesquisa, que a empresa desenvolveu para o Fortaleza Sul Residence é que a gente construirá para atender justamente esse pessoal que vem fazer faculdade aqui. Por isso é que a gente tem esses apartamentos de 30 m², com estrutura de flat. Mas também tem aqueles apartamentos de 50 m² e de 70 m².

 

OP - Onde mais vocês investem?

Ananias - No Bairro de Fátima, porque, nos últimos 5 anos, a maioria dos empreendimentos, principalmente comerciais que se lançou, foi na área da Aldeota e estamos pensando que naquela área. Então, a empresa comprou aquele Hospital Gomes da Frota há dois anos. Ali pretendemos fazer um comercial com um residencial anexo, na Aguanambi. Já está em fase de incorporação e os nomes serão Fátima Trade Center e Residencial Fátima. A gente deve lançar nosso empreendimento lá ou no segundo semestre desse ano, ou no primeiro do ano que vem.

 

OP - E o que as pesquisas da Engexata apontam?

Ananias - Hoje as pesquisas mostram que apartamentos entre 30 a 70 m² é que é o boom do momento.

 

OP - O que vocês realizaram de obras públicas no Ceará?

Ananias - Fizemos um cartão postal de Fortaleza que foi a Ponte dos Ingleses, conhecida como Ponte Metálica. Anos depois construímos as bases do Parque Eólico da Praia Mansa para a Coelce. Fizemos metade da obra da Costa Oeste na praia da Barra do Ceará. Fizemos infraestrutura e urbanização do Conjunto Habitacional Maravilha. Ali tem 606 apartamentos. Nós temos também mais de mil quilômetros de esgoto nas cidades de Fortaleza, Belém, no Pará e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Destaco o metrô de Juazeiro e o metrô de Sobral. Ano passado concluímos o saneamento básico do município de Maranguape que deve dar quase 100km de saneamento para a Cagece. Estamos fazendo a rodovia que liga Palhano a Itaiçaba para o DER (Departamento Estadual de Rodovias). Estamos iniciando uma parte do trecho IV da urbanização do rio Maranguapinho para a Secretaria das Cidades.

 

OP - Quais os empecilhos que a Engexata encontrou?

Ananias - A gente, com o poder público, enfrenta travamentos, como atraso de pagamentos, projetos com deficiência de detalhamentos, recursos escassos, licitações demoradas, contratos demorados por conta de desapropriações, interferências, como de Coelce, Cagece. Fica muito demorada a conclusão dos empreendimentos. Na parte de incorporação, as dificuldades são somente no início das obras que são as partes do licenciamento.

 

OP - E hoje como está a divisão entre incorporação e empreiteira?

Ananias - Olha, faz 15 anos que a gente sempre fica com nível de 20% de incorporação e 80% de infraestrutura. Agora decidimos, a partir desse ano e ao longo desses próximos 3 anos, virar essa matriz para 80% de incorporação e 20% de obra pública.

 

OP - De onde vêm os produtos que vocês utilizam?

Ananias - Tem tudo no Brasil. Direto de frete de fábricas de São Paulo, do Nordeste, de Santa Catarina. No Nordeste nós temos uma excelente fábrica aqui de porcelanato que é a cerâmica Elizabeth, em João Pessoa. Mas as fábricas de Santa Catarina, de porcelanato, todas elas, Eliane, Portobello, todas elas já têm fábrica aqui no Nordeste. Seja em Pernambuco, seja na Bahia, em Salvador.

 

OP – Como serão comemorados os 30 anos da Engexata?

Ananias - Estamos estudando fazer dois lançamentos e vamos quebrar todas as regras de mercado com uma condição de pagamento especial no dia 9 de março, no dia do aniversário. Não podemos dizer nada ainda.

 

"O mercado amadureceu muito, antes vendia-se sem incorporação, somente com alvará e, muitas vezes, até sem alvará."

perfil


ENGENHEIRO civil formado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Ananias Granja é vice-presidente de Obras Pesadas do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) e foi um dos fundadores da Engexata Engenharia. Atua Fortaleza no ramo de incorporação e em 12 estados no ramo de obras públicas: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Piauí, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Íntegra

Veja a entrevista

completa em http://bit.ly/1uPwaAQ


 

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