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Atentado 28/07/2012

MP reage à intimidação contra promotor no Interior

Residência do promotor da Comarca de Pedra Branca, João Pereira Filho, foi alvejada por criminosos, na última quinta-feira. Cúpula da Segurança Pública garante adoção de medidas. Procuradoria acompanha o caso
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O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) reagiu ao atentado sofrido pelo promotor de Justiça João Pereira Filho, da Comarca de Pedra Branca, no Sertão Central, distante 261 quilômetros de Fortaleza. Na última quinta-feira, criminosos dispararam vários tiros contra a fachada da residência de João Pereira. O caso, que já está sendo investigado pela Polícia Civil, agora será acompanhado de perto por representantes do Núcleo de Segurança Institucional (Nusit) e da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP).

 

Durante uma reunião, realizada ontem à tarde, na sede da Procuradoria Geral de Justiça, os promotores definiram ações ostensivas e preventivas em busca da proteção dos membros da instituição. Será elaborado um grupo de atuação, composto apenas por promotores de Justiça conhecedores dos principais problemas identificados na região do atentado, para reforçar o trabalho da promotoria.


Os integrantes do grupo irão até o município de Pedra Branca, onde pretendem instaurar um procedimento para investigar o caso, em conjunto com as polícias Civil e Militar. Também será avaliada a estrutura da residência da vítima e se há condições de que João Pereira permaneça no local. O promotor já conta com segurança policial.

 

MP se reúne com SSPDS

Ainda na tarde de ontem, o procurador-geral de Justiça, Ricardo Machado, se reuniu com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS).

 

Participaram do encontro o secretário Francisco Bezerra, o comandante Geral da Polícia Militar do Ceará (PM-CE), coronel Werisleik Pontes Matias, e o superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, além de agentes da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS.


Em conversa por telefone com O POVO, na noite de ontem, Ricardo Machado adiantou que o coronel Bezerra se comprometeu em adotar medidas enérgicas sobre o caso. Porém, tudo será “mantido sob sigilo”.


O procurador-geral afirmou ainda que desconhece o motivo do atentado sofrido por João Pereira. Porém, disse não descartar nenhuma possibilidade, como a de motivação política, já que Pereira é como um “clínico geral”. “O crime ainda não está bem esclarecido ainda. Está sob investigação, mas não descartamos nenhuma possibilidade. O promotor que atua sozinho numa cidade é como um clínico geral: cuida de tudo”.

 

Onde


ENTENDA A NOTÍCIA


O atentado ocorreu na residência do promotor João Pereira Filho, que atua sozinho na Comarca de Pedra Branca, município do Sertão de Senador Pompeu. A Polícia não sabe informar a motivação do crime. Caso está sob sigilo

 

Saiba mais

 

Segundo o tenente Cavalcante, comandante do Batalhão provisório de Pedra Branca, a residência do promotor João Pereira Filho foi alvejada durante a madrugada da última quinta-feira. O promotor estava em casa e ouviu os disparos. Entretanto, segundo o tenente, João Pereira achou que o barulho seria de estouros de fogos de artifício. Apenas na manhã seguinte, a empregada da residência encontrou projéteis em frente à casa. Uma Hilux do promotor foi atingida no para-choque.

 

No dia 4 de fevereiro deste ano, uma bala perdida atingiu um dos gabinetes da Procuradoria Geral de Justiça do Ceará (PGJ), no bairro José Bonifácio. A suspeita era de que o tiro tivesse sido disparado durante a noite, no dia anterior, quado não havia ninguém no local. A bala atingiu a sala da procuradora Zélia Maria de Moraes Rocha.

Landry Pedrosa landry@opovo.com.br
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EDVALDO RONNE 28/07/2012 07:59
TEM QUE IR PRA CIMA DESTES BANDIDOS. O promotor de Justiça João Pereira Filho tem que ser protegido até que os autores sejam identificados. O Estado tem estruturapara isso.
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